🌪️ Bloco de Esquerda propõe “escudo social” após tempestade Kristin

11.02.2026 –

Partido apresenta 10 medidas de emergência para proteger famílias, comércio e operacionais

A tempestade Kristin deixou marcas profundas em várias regiões do país e o debate político começa agora a ganhar forma. O Bloco de Esquerda apresentou um conjunto de 10 medidas de emergência que designa como um “escudo social” destinado a proteger e reconstruir as comunidades afetadas.

“O país precisa de uma resposta forte e coerente”, afirmou José Manuel Pureza, coordenador do Bloco de Esquerda, defendendo que o “sentimento de indignação e abandono é demasiado forte” entre a população.

Segundo o partido, é necessária uma resposta célere do Estado que vá além dos mecanismos tradicionais de apoio.

💰 Apoio direto às famílias

No centro das propostas está um apoio extraordinário até 2,5 vezes o Indexante dos Apoios Sociais (IAS), o que corresponde a 1.342,50 euros por adulto em agregados que tenham perdido rendimento. O objetivo é garantir subsistência e bens essenciais durante 12 meses.

Para os desempregados, o partido propõe ainda a prorrogação automática, por seis meses, dos subsídios de desemprego que terminem no primeiro trimestre de 2026.

🏠 Habitação e impostos

Entre as medidas previstas está um subsídio de renda extraordinário, com base nos valores do IHRU, para famílias que tenham perdido a habitação própria e permanente.

O Bloco defende também a isenção de IMI em 2026 para imóveis com danos estruturais severos devidamente certificados.

Outra proposta passa pela suspensão de despejos e denúncias de contrato, tanto em habitação como em estabelecimentos comerciais e industriais, nos concelhos afetados até dezembro de 2026.

🏪 Comércio e economia local

Para proteger o tecido económico, o partido propõe a suspensão de rendas comerciais e industriais, com compensação financeira direta do Estado aos senhorios.

A proposta inclui ainda financiamento estatal a 100% para obras em vias e redes municipais, com adiantamento imediato de 25%, de forma a acelerar a reconstrução.

🚨 Linha da frente e vigilância de preços

No plano social, o Bloco sugere um suplemento de 20% do salário base por cada dia de missão para operacionais de socorro, equipas de limpeza, forças de segurança e militares envolvidos nas operações.

Defende ainda a monitorização da ASAE sobre bens essenciais, com o objetivo de impedir práticas especulativas nos concelhos em situação de calamidade.

⚖️ Justiça reparadora

Entre as propostas mais sensíveis está a atribuição de uma indemnização base de 180 mil euros por morte ou incapacidade permanente absoluta resultante da tempestade.

Fabian Figueiredo, deputado bloquista, afirmou que as medidas resultam do que foi aprendido com “os erros do passado”, recordando os incêndios de 2017 e a resposta espanhola às tempestades em Valência.

“Queremos garantir que há um escudo social que protege e ajuda a população”, afirmou, desafiando o Governo a implementar rapidamente as propostas.

“Se o Governo quiser copiar todas as medidas e aplicá-las o mais depressa possível, ficaremos muito contentes. Porque isso significa que as populações afetadas terão a resposta que necessitam no tempo mais rápido possível”, concluiu.

O Bloco de Esquerda pretende levar estas propostas a debate na Assembleia da República nas próximas semanas.

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