21.04.2026 –
A Distrital de Coimbra do partido Chega acusa o Estado de manter verbas por distribuir, meses depois do “comboio de tempestades” que atingiu Portugal no início de 2026, deixando autarquias da Região Centro sob forte pressão financeira.

Em comunicado, a estrutura partidária refere que, apesar da dimensão dos prejuízos — que afetaram habitações, empresas e infraestruturas —, os apoios continuam sem chegar ao terreno. Segundo o partido, foram os municípios e as juntas de freguesia que assumiram a linha da frente da resposta, garantindo limpeza de vias, apoio às populações e reparações urgentes, muitas vezes com recursos próprios.

De acordo com o mesmo comunicado, os mecanismos administrativos foram entretanto acionados: plataformas de registo de prejuízos criadas, candidaturas abertas e encerradas e verbas transferidas para entidades responsáveis pela sua gestão, como a CCDR Centro. Ainda assim, o Chega aponta que os fundos permanecem sem distribuição efetiva.

A ausência de critérios claros por parte do Governo é identificada como o principal entrave, levando, segundo a distrital, a um bloqueio no processo. A situação estará a obrigar autarquias a suportar encargos elevados, agravando a pressão sobre os orçamentos locais.
No documento, o partido defende a necessidade de critérios objetivos, maior transparência e rapidez na libertação dos apoios, alertando para o impacto prolongado das intempéries na Região Centro.
O tema, sublinha ainda a estrutura política, levanta questões sobre a capacidade de resposta do Estado em situações de emergência, numa altura em que os efeitos das tempestades continuam visíveis no território.
Jornal Mira Online




