No município de Penela, distrito de Coimbra, está tudo preparado para a receção a 20 refugiados, que constituem quatro famílias, num projeto de acolhimento que envolve a autarquia local, a Fundação ADFP e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
Os refugiados, de nacionalidade síria, provenientes de um campo no Egito, onde se encontram há vários meses, devem ser instalados a partir de sexta-feira em seis apartamentos novos de tipologia T3 e T4, devidamente equipados, propriedade do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, mas atualmente geridos pela Câmara de Penela.
“A renda das frações onde as pessoas vão ser instaladas, bem como o investimento no mobiliário, é assegurada pela Fundação Assistência para o Desenvolvimento e Formação Profissional (ADFP) de Miranda do Corvo, instituição que está a trabalhar connosco, no âmbito da candidatura apresentada, que é suportada maioritariamente por fundos comunitários”, explicou à agência Lusa o presidente do município, Luís Matias (PSD).O autarca considerou pioneiro o projeto de acolher refugiados num território de pequena dimensão (seis mil habitantes), salientando que “os valores humanitários da solidariedade e fraternidade se sobrepõem claramente a qualquer pensamento mais xenófobo, racista ou até misantrópico”.
Segundo Luís Matias, “a grande maioria da população manifesta-se de forma muito positiva quanto a este gesto de solidariedade de um município pequeno como Penela, que deverá servir de exemplo a outros”.
Salientando que não existe comparação possível entre a tragédia humanitária dos refugiados, que fogem de cenários de guerra no Médio Oriente, deixando tudo para trás, e outras situações sociais no país, o autarca considera que “é importante perceber que estes municípios podem continuar a ter respostas para as classes de maior fragilidade social e, ao mesmo tempo, não comprometer o contributo que cada um dos territórios deve dar para que estas famílias possam ter uma janela de esperança e de oportunidade para viverem em segurança e em paz”.
A integração das quatro famílias sírias foi pensada ao pormenor e, segundo o presidente da Câmara, existe também um esforço da comunidade, que é feito com base no respeito pela igualdade, dos direitos e garantias que cada cidadão deve ter e pela partilha de responsabilidades.
Fonte: JN





