28.07.2026 –
Após dias de profunda devoção, emoção e encontro da comunidade, São Tomé regressou esta manhã à sua capela, encerrando mais um ciclo das Festas em sua honra e deixando para trás um rasto de fé, tradição e identidade que continua bem vivo no coração dos mirenses.

Depois de, na noite de 24 de julho, ter sido transportado para a Igreja Matriz de Mira, o Santo Padroeiro participou em dois dos momentos mais marcantes das festividades: a Procissão das Velas, que iluminou a vila numa noite de recolhimento e oração, e a Procissão Monumental, realizada na tarde do feriado municipal, reunindo milhares de fiéis em Mira.

🚒 Uma missão entregue aos Sapadores Florestais
O regresso à capela foi vivido com a mesma solenidade com que começou a celebração.
Este ano, a honra de transportar a imagem de São Tomé coube aos Sapadores Florestais, que assumiram a responsabilidade de acompanhar o Santo Padroeiro durante todo o percurso, garantindo a sua segurança e dignidade até ao local onde permanece ao longo do ano.
Foi um gesto carregado de simbolismo e reconhecimento para quem, diariamente, protege a floresta, o território e a população, e que, nesta ocasião, teve também a missão de guardar um dos maiores símbolos da fé da comunidade.

👮🚒 Homenagem à GNR e aos Bombeiros
Antes de regressar definitivamente à sua capela, São Tomé fez ainda duas paragens carregadas de significado.
A imagem passou pelo Posto Territorial da GNR de Mira, onde foi recebida pelos militares em serviço, num momento de respeito e homenagem à missão de quem vela diariamente pela segurança da população.
Seguiu depois até ao Quartel dos Bombeiros Voluntários de Mira, onde os operacionais acolheram o Santo Padroeiro com a mesma devoção, simbolizando o reconhecimento por aqueles que, ao longo de todo o ano, estão na linha da frente da proteção e socorro da comunidade.

❤️ O adeus… até ao próximo ano
Com o regresso de São Tomé à sua capela, encerram-se oficialmente mais umas Festas de São Tomé, dias marcados por celebrações religiosas, tradição, reencontros e um forte sentimento de pertença.
Entre procissões, orações e ruas repletas de fiéis, ficou mais uma vez demonstrado que São Tomé continua a ser muito mais do que o Padroeiro de Mira. É um símbolo da história, da identidade e da união de um povo que, ano após ano, faz questão de o acompanhar, de o honrar e de o levar no coração.
Porque há tradições que nunca se perdem. Apenas aguardam, em silêncio, pelo reencontro do próximo verão.
Jornal Mira Online

Fotos abaixo gentilmente cedidas por Zeca Oliveira e Ricardo Costa:





