Homem de 29 anos detido por provocar incêndios florestais em Pinhel

05.09.2025 –

Suspeito terá ateado dois fogos em agosto durante período de risco máximo

Um homem de 29 anos foi detido pela Polícia Judiciária da Guarda por suspeitas de ter provocado dois incêndios florestais no concelho de Pinhel durante o mês de agosto, foi ontem anunciado.

A detenção, realizada fora de flagrante delito, resultou de uma investigação conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal da PJ da Guarda, em colaboração com o Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições em Espaço Rural – Centro Interior e o Núcleo de Proteção do Ambiente da GNR de Pinhel.

Segundo as autoridades, o suspeito terá ateado os dois incêndios com recurso a chama direta, em zonas de pasto e formações vegetais espontâneas. Os atos terão sido cometidos sem motivo evidente e por impulso, numa altura em que o distrito da Guarda registava um período crítico de incêndios florestais.

Risco máximo ignorado

Os dois incêndios ocorreram quando o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) tinha decretado risco máximo de incêndio para a região, com condições meteorológicas particularmente propícias à propagação do fogo.

Apenas a deteção precoce por parte de populares e a pronta intervenção de várias corporações de bombeiros evitaram que os fogos assumissem maiores proporções, causando potencialmente danos significativos ao património natural e colocando em risco habitações e vidas humanas.

Prisão preventiva aplicada

Presente a primeiro interrogatório judicial, o suspeito viu-lhe ser aplicada a medida de coação mais grave – a prisão preventiva – refletindo a gravidade dos factos de que é acusado e o risco de reincidência.

O inquérito é titulado pelo Ministério Público da Guarda e prossegue os seus termos para apuramento de todas as circunstâncias dos crimes.

Trabalho coordenado das autoridades

Este caso evidencia a eficácia do trabalho coordenado entre as várias forças de segurança e entidades responsáveis pela proteção florestal, nomeadamente através do Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições em Espaço Rural, que integra elementos da GNR, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da Polícia Judiciária.

A colaboração entre estas entidades tem sido fundamental na prevenção e investigação de crimes contra o ambiente, particularmente relevantes durante os meses de maior risco de incêndio.

Jornal Mira Online

Fonte: PJ