GNR reforça patrulhamento para prevenção de incêndios

23.8.2023 –

Desde o dia 22 de Agosto, a GNR reforçou o patrulhamento em todo o teritório nacional, para previnir o perigo de incêndios rurais.

Estão empenhados, diariamente, 5.200 militares em ações de vigilância das zonas de maior risco de incêndios, nomeadamente nos distritos em que o risco é elevado, muito elevado e máximo

A valência de Proteção e Socorro estará em prontidão para atuar em ataque inicial, guarnecendo os 40 centros de meios aéreos. Também a Rede Nacional de Postos de Vigia irá estar integrada neste esforço, através dos seus 230 postos de vigia, guarnecidos por 920 vigilantes. Paralelamente será garantida a monitorização através das 143 câmaras de videovigilância, e que atualmente garantem uma grande cobertura do Território Nacional.

A GNR emprega ainda, no âmbito da vigilância e também da supressão, quatro Companhias de Ataque Ampliado da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro, que têm vindo a ser empenhadas nos cenários de maior complexidade de incêndios rurais.

Assim sendo, nos espaços florestais e agrícolas nos dias de risco de incêndio Muito Elevado e Máximo, a GNR apela para se abster de:

 

  • Fumar, fazer lume ou fogueiras;
  • Fazer queimas ou queimadas;
  • Lançar foguetes e balões de mecha acesa;
  • Fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas;
  • Circulação de tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés

 

Até este momento, a GNR já realizou mais de 36 000 patrulhas durante 2023, que resultaram na identificação de 803 suspeitos e na detenção de 57 indivíduos pelo crime de incêndio florestal.

Do total de 6.341 incêndios florestais verificados no ano de 2023, 5.189 foram investigados pela GNR apurando-se que 38% se devem ao uso negligente do fogo (queimas, queimadas, entre outros), 29% a causas indeterminadas, 18% a causas relativas a incendiarismo, 10% a causas acidentais (transportes e comunicações), 3% são derivadas de reacendimentos, 1% a causas naturais e 1% a causas estruturais (caça, uso do solo), tal como consta no gráfico abaixo: