🚔 PJ lidera golpe na “Autoestrada da Cocaína”

25.06.2026 –

A Polícia Judiciária (PJ) esteve no centro de uma das mais relevantes operações internacionais de combate ao narcotráfico dos últimos tempos, liderando a Operação “Azul 2.0”, que permitiu desmantelar uma importante rota marítima de tráfico de cocaína no Oceano Atlântico e apreender mais de 465 quilos de cocaína.

🌍 Uma operação internacional liderada por Portugal

Desenvolvida entre 27 de maio e 15 de junho, a operação foi coordenada pela PJ em colaboração com o MAOC-N e a FRONTEX, contando ainda com o apoio permanente da Europol. A investigação nasceu precisamente da identificação, por parte da Polícia Judiciária, de um novo modelo operacional utilizado pelas redes criminosas para introduzir cocaína na Europa através do Atlântico.

Os esforços concentraram-se no corredor marítimo entre as Ilhas Canárias, a Madeira e os Açores, uma área que as autoridades passaram a designar como a “Autoestrada da Cocaína”, devido ao crescente número de operações de transbordo de droga em águas internacionais.

⚓ Tráfico sofisticado combatido com cooperação internacional

A operação permitiu apreender mais de 465 quilos de cocaína, 42 quilos de haxixe, duas embarcações de alta velocidade, uma embarcação adicional, 800 litros de combustível e culminou na detenção de três suspeitos. Ao todo, foram ainda inspecionadas seis embarcações.

Segundo as autoridades, os grupos criminosos utilizam embarcações-mãe provenientes da América Latina, realizando posteriormente transferências em alto-mar para lanchas rápidas que transportam a droga para zonas costeiras isoladas da Europa, reduzindo assim o risco de deteção nos grandes portos.

🤝 Várias forças unidas contra o narcotráfico

A dimensão da operação exigiu a participação de numerosas entidades nacionais e internacionais. Em Portugal estiveram envolvidos a Polícia Judiciária, a Marinha Portuguesa, a Força Aérea Portuguesa, a Guarda Nacional Republicana, a Polícia de Segurança Pública, a Autoridade Tributária e Aduaneira e a Autoridade Marítima Nacional/Polícia Marítima.

Participaram ainda a Guardia Civil, a Policía Nacional e a Agencia Estatal de Administración Tributaria, de Espanha; a Direction Nationale Garde-Côtes des Douanes, de França; a National Crime Agency, do Reino Unido; e a Drug Enforcement Administration (DEA), dos Estados Unidos da América.

A operação contou igualmente com o apoio do MAOC-N, da FRONTEX e da Europol, organismos que desempenharam um papel fundamental na recolha, análise e partilha de informação operacional e de inteligência.

🚨 Informação recolhida pode levar a novas detenções

As autoridades acreditam que a informação obtida durante a Operação “Azul 2.0” será determinante para identificar e desmantelar outras redes criminosas ligadas ao tráfico transatlântico de cocaína. As conclusões preliminares reforçam ainda a necessidade de operações coordenadas e orientadas por informação de inteligência para travar um fenómeno que continua a adaptar-se às ações das forças de segurança.

Jornal Mira Online
📖 Fonte: Polícia Judiciária