Atenção: 🌊 Risco de cheias agrava-se no Mondego

01.02.2026 –

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alertou este domingo para o agravamento do risco de cheias e inundações na bacia hidrográfica do rio Mondego, na sequência das previsões meteorológicas e hidrológicas para as próximas horas e dias na Região de Coimbra.

📍 Região de Coimbra

O aviso surge numa altura em que se regista um aumento significativo dos caudais, com especial incidência nos rios Ceira e Mondego, já fortemente afetados por episódios recentes de precipitação. As populações que residem ou circulam junto às margens do Mondego são chamadas a redobrar a atenção e a adotar comportamentos preventivos.

📈 Caudais em subida

De acordo com a Proteção Civil, às 16h00, o caudal do rio Mondego na Ponte Açude de Coimbra atingia os 1.457 m³/s, verificando-se já impactos nas zonas mais baixas dos rios Ceira e Mondego. A tendência aponta para uma nova subida dos caudais a partir da próxima noite, em resultado da precipitação prevista.

🌧️ Previsões meteorológicas

Segundo o IPMA, a precipitação será mais intensa entre as 23h00 e as 7h00, prevendo-se uma diminuição temporária da chuva e do vento entre a tarde de 2 de fevereiro e a tarde de 3 de fevereiro. No entanto, entre a noite de dia 3 e o dia 5, a chuva voltará a intensificar-se.

O vento encontra-se sob Aviso Laranja, com rajadas que poderão atingir 100 km/h nas terras altas e cerca de 60 km/h no litoral, aumentando o risco de queda de estruturas e objetos soltos.

📍 Concelhos mais vulneráveis

A Proteção Civil recomenda medidas preventivas imediatas nos concelhos de Coimbra, Soure, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, zonas historicamente mais suscetíveis a cheias e inundações, em particular no Baixo Mondego.

É ainda deixado um alerta claro para que a população não circule nem permaneça nas vias marginais ao leito do rio Mondego, sobretudo a jusante da Ponte Açude de Coimbra.

⚠️ Efeitos expectáveis

Face ao atual contexto meteorológico e ao efeito acumulado da precipitação, poderão ocorrer:

  • Inundações em zonas urbanas e ribeirinhas;

  • Cheias por transbordo de rios e ribeiras;

  • Instabilidade de vertentes, com risco de deslizamentos e derrocadas;

  • Arrastamento de objetos e estruturas soltas;

  • Piso rodoviário escorregadio e formação de lençóis de água;

  • Aumento generalizado dos caudais no Mondego e nos rios Ceira, Alva e Arunca.

🛑 Medidas preventivas

A Proteção Civil apela à população para:

  • Retirar viaturas, equipamentos e bens das zonas ribeirinhas e inundáveis;

  • Salvaguardar os animais;

  • Não atravessar zonas inundadas, a pé ou de viatura;

  • Evitar atividades junto a linhas de água;

  • Manter-se informada através dos meios de comunicação social e das entidades oficiais.

O Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, em articulação com a APA, Infraestruturas de Portugal, serviços municipais e restantes agentes de proteção civil, mantém a situação sob monitorização permanente, garantindo atualizações sempre que necessário.

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📰 Jornal Mira Online
📌 Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil – Comando Sub-Regional da Região de Coimbra