07.08.2026 –
A Câmara Municipal de Cantanhede vai avançar com a criação de um interface multimodal junto à antiga estação ferroviária, depois de a Assembleia Municipal ter aprovado, por maioria, a assinatura do contrato de subconcessão dos terrenos com a IP Património.

A deliberação foi tomada na sessão de 31 de agosto e permite ao Município utilizar uma parcela do domínio público ferroviário situada no antigo ramal da Figueira da Foz, entre os quilómetros 35,280 e 35,580, para instalar o futuro equipamento.
O contrato de subconcessão terá uma duração de 25 anos, podendo ser renovado por períodos sucessivos de cinco anos, até ao máximo de duas renovações.
🚌 Projeto prevê vários meios de transporte
O futuro interface pretende concentrar diferentes soluções de mobilidade e facilitar a articulação entre transportes públicos, bicicleta e outros modos de deslocação.
Além das viaturas afetas ao serviço intermunicipal de transportes, o espaço deverá integrar a rede de ciclovia e ficar preparado para receber o Sistema de Mobilidade do Mondego, no âmbito do projeto de expansão do Metrobus ao concelho de Cantanhede.
Para criar as condições necessárias à instalação destas valências, o Município adquiriu também alguns terrenos junto da área agora subconcessionada.

💶 Obras podem atingir 3 milhões de euros
De acordo com as condições estabelecidas no contrato, a Câmara Municipal terá quatro anos, contados a partir da assinatura, para executar as obras ou benfeitorias previstas no espaço.
O investimento associado às intervenções poderá atingir um montante máximo de três milhões de euros.
A subconcessão destina-se exclusivamente à implementação do interface multimodal, ficando qualquer utilização diferente dependente de autorização prévia e escrita da IP Património. As edificações atualmente existentes ficam fora do contrato.
🌱 Município aposta numa mobilidade mais integrada
A criação do interface é apresentada pela autarquia como uma peça importante na reorganização da mobilidade em Cantanhede, procurando tornar as deslocações mais simples e melhorar a ligação entre diferentes sistemas de transporte.
A presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, considera que a solução poderá contribuir para o desenvolvimento do concelho e para uma mobilidade mais sustentável.
Esta é a solução que preconizamos, não só porque a vemos como um importante fator de desenvolvimento económico e social, mas também porque é a que se afigura mais favorável para a consolidação de um sistema municipal de mobilidade sustentável.”
Com a concretização do projeto, a antiga zona ferroviária deverá assumir uma nova função na rede de mobilidade do concelho, adaptando um espaço que deixou de ter exploração ferroviária às necessidades atuais de transporte e circulação.
Jornal Mira Online
Fonte: Câmara Municipal de Cantanhede





