07.09.2026 –
A Beira Baixa tem já 57,34 milhões de euros de apoios aprovados para fazer face aos prejuízos provocados pela Tempestade Kristin, num total de 2.272 candidaturas apresentadas pelos oito municípios da região.

A estratégia para acelerar a reconstrução foi um dos temas da reunião entre a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIM Beira Baixa) e Paulo Fernandes, coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, realizada esta segunda-feira, 7 de setembro, em Castelo Branco.
No total, foram sinalizados 74,33 milhões de euros de prejuízos, abrangendo famílias, habitações e empresas.

💶 Apoios aprovados ultrapassam 57 milhões
Os dados apresentados mostram que a maior parte dos apoios solicitados já foi validada pelas autoridades, estando ainda alguns processos em fase de conclusão ou de avaliação técnica.
A Sertã é o município com maior número de candidaturas, com 1.136 processos, correspondentes a 23,78 milhões de euros solicitados e 17,06 milhões já aprovados.
Em termos de impacto financeiro, destaca-se Idanha-a-Nova, com 23,01 milhões de euros validados, face aos 27,43 milhões pedidos.
Seguem-se Proença-a-Nova, com 396 candidaturas e 5,98 milhões aprovados; Oleiros, com 194 processos e 3,37 milhões; e Vila de Rei, com 260 candidaturas e 3,32 milhões de euros aprovados.
Em Castelo Branco, foram apresentadas 57 candidaturas, com 2,18 milhões de euros aprovados, enquanto Vila Velha de Ródão contabiliza 128 processos e 1,66 milhões validados.
Penamacor apresenta 10 candidaturas, com 470 mil euros aprovados de um total de 508 mil euros solicitados.
🏠 Habitação concentra grande número de processos
No apoio à habitação própria permanente, uma das áreas com maior volume de processos acompanhados junto da CCDR, a Beira Baixa apresenta uma taxa de aprovação de 62,5%.
São já 1.420 candidaturas validadas, encontrando-se os restantes processos na fase final de conclusão ou em última avaliação técnica.
Para João Lobo, presidente do Conselho Intermunicipal da CIM Beira Baixa, os números demonstram a capacidade de resposta das autarquias e a proximidade mantida com as populações e empresas afetadas.
A nossa prioridade absoluta é garantir que as candidaturas ainda em análise sejam validadas com a máxima celeridade, para que a ajuda chegue rapidamente a quem dela precisa para reconstruir a sua vida.”

🚧 Fundo de Emergência Municipal financia até 60%
A reunião serviu também para alinhar a estratégia de acesso ao Fundo de Emergência Municipal (FEM), destinado à reparação e reconstrução de infraestruturas e equipamentos públicos severamente danificados pela tempestade.
O mecanismo poderá financiar até 60% do investimento, abrangendo municípios, juntas de freguesia e entidades intermunicipais dos territórios em situação de calamidade.
O prazo para apresentação das candidaturas termina a 30 de novembro, levando a CIM Beira Baixa a apelar à conclusão rápida dos levantamentos e dos respetivos processos.
“A reabilitação das nossas estradas, redes de abastecimento e equipamentos coletivos não pode esperar.”
🏦 BEI assegura os restantes 40%
Para evitar que a necessidade de financiamento comprometa as contas das autarquias, foi ainda articulado o acesso a uma linha de crédito do Banco Europeu de Investimento (BEI).
O financiamento complementar deverá cobrir os 40% restantes do investimento que não sejam assegurados pelo Fundo de Emergência Municipal.
A solução permitirá, segundo a CIM Beira Baixa, garantir a cobertura integral das obras públicas necessárias, reduzindo a pressão sobre os orçamentos municipais e das freguesias.
João Lobo considera que esta articulação constitui um passo importante para a recuperação do território.
“Ao assegurarmos a cobertura dos 40% restantes, tiramos um enorme peso financeiro das costas dos nossos municípios.”
A CIM Beira Baixa integra os municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão.
Jornal Mira Online
Fonte: Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIM Beira Baixa






