Ruy de Carvalho no arranque do XVIII Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede

Sábado, 13 de Fevereiro, às 15:30 horas

É grande a expetativa com que está a ser aguardado o início do XVIII Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede. Este programa de dinamização da atividade teatral que a Câmara Municipal tem vindo a promover ininterruptamente desde há 18 anos começa já no próximo sábado, 13 de Fevereiro, desta vez com o grande aliciante de contar com a participação de Ruy de Carvalho, às 15h30. O ator virá ao Auditório da Biblioteca Municipal de Cantanhede falar de questões relacionados com a função cultural e social do teatro, tendo como ponto de partida a passagem pelos grandes palcos durante a sua longa e multifacetada carreira. Reconhecido pelo público, pela crítica e pelos seus pares como a grande referência da arte da representação em Portugal, Ruy de Carvalho dará testemunho das suas experiências numa abordagem aos aspetos mais relevantes da evolução do teatro no país, sem esquecer a intensa atividade que tem desenvolvido sobretudo na televisão e também no cinema. Os importantes galardões que conquistou falam por si. Várias vezes distinguido com o Prémio Imprensa para o Teatro, Prémio Imprensa para o Cinema, Prémio da Crítica Especializada, Globo de Ouro para a Personalidade do Ano, Globo de Ouro de Melhor Actor, foi agraciado com as comendas da Ordem do Infante D. Henrique e da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, a que se seguiram os títulos de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada Grã-Cruz e da Ordem do Infante D. Henrique.

É a visão privilegiada de quem tem mais de seis décadas como ator profissional (iniciou-se em 1947, cinco anos depois das primeiras incursões como amador) que os intervenientes do XVIII Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede vão ter oportunidade de conhecer no arranque deste evento que conta este ano com a participação de doze grupos cénicos no seio de coletividades onde nesta altura está a ser ultimada a encenação e montagem dos espetáculos que serão levados a cena durante cerca de dois meses. Desde há 18 anos que é assim, no final do inverno. Na edição de 2016, mais de 300 pessoas vão estar envolvidas neste programa de intervenção sociocultural orientado para o reforço do relacionamento entre diferentes gerações. A autarquia cantanhedense atribui especial importância à partilha de experiências entre os grupos cénicos participantes, quer no que diz respeito ao desenvolvimento artístico e técnico das suas produções teatrais quer no que se relaciona com a formação de novos públicos.

De resto, é isso que justifica a atribuição de um subsídio para as despesas inerentes à preparação, montagem e representação das peças e ainda o significativo apoio no que diz respeito à logística e divulgação.

XVIII Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede/2016

Grupos Participantes

– Grupo de Teatro Experimental “A Fonte” – Murtede

– Grupo de Teatro, Arte e Cultura da Associação Musical da Pocariça

– Grupo de Teatro “Renascer” do Centro Social de Recreio e Cultura da Sanguinheira

Cordinha d’Água Grupo de Teatro do Grupo Folclórico “Os Lavradores” de Cordinhã

– GATT – Grupo Amador de Teatro da Tocha da Associação Recreativa e Cultural 1.º de Maio

– Grupo de Teatro Amador da União Recreativa de Cadima

– Grupo de Teatro da ACDC – Associação Cultural e Desportiva do Casal

– Grupo de Teatro da Associação do Grupo Musical das Franciscas

– Grupo de Teatro S. Pedro, Cantanhede

– Grupo Cénico do CSPO – Centro Social e Polivalente de Ourentã

– Grupo de Teatro Novo Rumo, Ançã

– Pequenas Vozes de Febres

Dia 13 de Fevereiro de 2016, às 21:30 horas

Espetáculos em Cordinhã e Casal de Cadima

Na sequência da sessão de abertura com a palestra de Ruy de Carvalho, no próximo sábado, 13 de fevereiro, a partir das 15h30, no auditório da Biblioteca Municipal, o XVIII Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede começa à noite com dois espetáculos, um em Cordinhã, outro em Casal de Cadima, ambos com início às 21h30.

O Cordinha d’Água – Grupo de Teatro do Rancho Folclórico Os Lavradores de Cordinhã sobe ao palco da Associação de Instrução e Recreio de Cordinhã para apresentar “O Príncipe dos Mares”, da autoria de Manuel Tomé, uma peça sobre o amor de infância entre João, o Príncipe dos Mares, e Inês. Mas o enredo extravasa a dimensão lírica ao evoluir para a disputa e ocupação de terras numa zona piscatória, com uma abordagem que comporta o reconhecimento da importância do mar para a comunidade face à atratividade urbanística e turística que desperta em alguns investidores. A sinopse refere que se trata de “um drama cheio de emoções, suspenso, humor, paixão e ação, numa homenagem aos pescadores e ao verdadeiro Príncipe dos Mares: “O Golfinho”.

À mesma hora, na sede da Associação Cultural e Desportiva do Casal, o Grupo de Teatro desta associação inicia a sua participação no ciclo de teatro com um drama e duas sátiras com textos de Manuel da Silva Barreto.

Em “Vida ou Morte, Uma Questão de Consciência”, a questão do aborto é abordada através do confronto de ideias entre os defensores do seu enquadramento legal e dos que se lhe opõem, numa dialética fundada na razão e na consciência de quem defende uma e outra posição.

“Um Falso Confessor” explora a astúcia de um indivíduo que, para saber quem são as mulheres que fazem favores, de que é parte interessada, se faz passar por padre. Mas as coisas terminam mal quando aparece para se confessar um outro prelado, cuja confissão gera divertidos.

“Vamos Cortar na Casaca: Versão 2016” tem como protagonista um comentador político que se sujeita a responder a todas as perguntas que lhe são feitas por um grupo alargado de jornalistas. As perguntas e respostas revestem-se de uma espiritualidade mordaz sobre a atual situação política e social do país.

Sobre o Rancho Folclórico “Os Lavradores” de Cordinhã

O grupo foi fundado em 19 de Outubro de 1978 por iniciativa do pároco da freguesia chamado Fernando e de um grupo de pessoas convidadas para o efeito, entre elas o músico Arsénio Cavaco. Cinco anos depois, mais propriamente no dia 17 de Fevereiro de 1983, foi legalizado por escritura pública no Cartório da Secretaria Notarial de Cantanhede e publicado no Diário da República III Série, n.º 81 de 8-4-1983 como Associação Cultural e Recreativa, denominada Rancho Folclórico de Cordinhã.

Este rancho esteve em atividade 15 anos consecutivos seguindo-se um breve interregno de cerca de três meses. Posteriormente reiniciou a sua atividade com a designação de Rancho Folclórico “Os Lavradores” de Cordinhã, que ainda hoje mantém.

Neste momento, ao grupo de adultos junta-se o grupo juvenil-infantil composto por 20 crianças, servindo simultaneamente de escola de folclore.

Além das atuações folclóricas também se tem dedicado ao teatro amador, tem participado em cortejos etnográficos do concelho e organizado e participado nas marchas populares.

Integrado nesta associação está o Grupo de Teatro Cordinha d’Água, composto por pessoas de todos os escalões etários, que participa nos Ciclos de teatro da Câmara Municipal de Cantanhede e nos Ciclos de Teatro organizados pelo INATEL, onde se encontra inscrito.

Sobre o Grupo de Teatro da ACDC – Associação Cultural e Desportiva do Casal

O Grupo de Teatro da Associação Cultural e Desportiva do Casal foi fundado em 24 de Outubro de 2004, sendo constituído na altura por 16 elementos. Estreou-se em palco no dia 26 de Dezembro do mesmo ano com a realização de Festa de Natal/Teatro levando a palco variedades das quais se salienta a comédia “O cliente tem sempre razão” da autoria de Manuel Silva Barreto.

A 29 de Janeiro de 2006 levou a palco, em conjunto com outras peças, a comédia da autoria de Manuel Silva Barreto “Médico de Família” que foi também apresentada em maio de 2008, pelos mesmos atores, na festa dos Missionários Combonianos em Coimbra.

A 17 de Março de 2007, o grupo representou, entre outras, duas peças de Teatro da autoria de Manuel Silva Barreto, o drama “Vida e Morte de Santa Iria” e a comédia de “A falar é que a gente se entende”.

No ano de 2008 foram novamente apresentadas peças cómicas da autoria de Manuel Silva Barreto, nomeadamente “O Trata Tudo”; “Encontro de Velhas Amigas” e “Vamos Cortar na Casaca”. Esta sessão de teatro teve repetição na sede da coletividade a 23 de fevereiro, e em Alqueidão a 2 de Março do mesmo ano.

A 7 de Março de 2009 o grupo levou a palco um drama e duas peças cómicas da autoria de Manuel Silva Barreto, “Vida ou Morte – uma questão de consciência”, “Parto Complicado” e “Vamos cortar na casaca”.

No ano seguinte o grupo encenou as peças “O Polícia – Autoridade sem Autorização” e “A Estrela do Circo”, de autor desconhecido, ao que se juntou a versão atualizada de “Vamos cortar na Casaca – 2010” da autoria de Manuel da Silva Barreto.

A participação do grupo na 13.ª edição do Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede concretiza-se com a encenação de “Os Fora da Lei”, “Isto é volta de Bruxedo” e “Vamos Cortar na Casaca – 2011”, trabalhos da autoria de Manuel da Silva Barreto.

E em 2012, assumindo uma vez mais a abertura do Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede, o grupo apresenta de novo três peças originais, também da autoria de M.S. Barreto, ”A Partilha”, “Namoro Proibido” e “Vamos Cortar na Casaca – 2012” e na edição anterior deste Ciclo de Teatro o grupo estreou uma nova peça, intitulada “A Herança” leva a palco mais três comédias originais, à qual se juntou a atualização da sátira cantada “Vamos Cortar na Casaca”.

Em 2013, levou a palco as comédias “Encontro de velhas amigas”, “Eu sou um grande médico” e “Vamos cortar na casaca – versão 2013”. Em 2014 encenou “A herança” e “ Vamos cortar na casaca – versão 2014”. Na anterior participação no Ciclo de Teatro, apresentou-se com “Projeto industrial de dois palhaços”, “Geração de viúvas” e “Vamos cortar na casaca – versão 2015”

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