Segundo o governo búlgaro, tratou-se de um acidente, na sequência do disparo de tiros de aviso contra um grupo de refugiados.
Um refugiado morreu na quinta-feira à noite perto da fronteira sudeste da Bulgária, na localidade de Sredets, depois de ter sido atingido por um tiro.
O homem seguia com um grupo de 50 refugiados que tinham partido do Afeganistão que, segundo as autoridades búlgaras, entraram no país de maneira ilegal.
“Os nossos guardas de controlo fronteiriço e a polícia na zona detectaram um grupo de 50 ilegais”, começa por explicar o chefe do gabinete do ministro da Administração Interna da Bulgária.
“Resistiram à detenção e um dos agentes disparou tiros de aviso. Um ricochete feriu um dos elementos do grupo, que acabou por morrer”, acrescenta.
De acordo com a mesma fonte, os refugiados têm entre 20 e 30 anos e estavam em boas condições físicas quando foram detidos, a cerca de 30 quilómetros da fronteira entre a Bulgária e a Turquia.
Ao saber do incidente, o primeiro-ministro Boiko Borisov abandonou a cimeira europeia sobre refugiados que decorria em Bruxelas.
As autoridades búlgaras já abriram uma investigação ao caso, que foi o primeiro desde que começou o fluxo de migrantes para o país, há dois anos.
Em reacção ao incidente, o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados condenou o uso da força contra os migrantes e refugiados e apelou a Sófia que investigue com toda a transparência os acontecimentos da última noite.
Não integrando o Acordo de Schegen, a Bulgária aumentou, nos últimos meses, o número de agentes policiais nas fronteiras, colocou câmaras e sensores de movimento e alargou as cercas na fronteira com a Turquia para 160 quilómetros.
Milhares de refugiados, a maioria dos quais oriundos da Síria, fogem da guerra e tentam chegar à Europa. É o maior fluxo dos últimos tempos.
Fonte: rr.sapo.pt




