29.09.2026 –
Nos dias 30 de setembro e 1 de outubro, Mira recebe a primeira edição do Raízes Vivas – Encontro da Maior Idade de Mira, uma iniciativa do Município de Mira, em parceria com o CLDS 5G, que pretende colocar as pessoas mais velhas no centro da comunidade, reconhecendo o seu percurso, a sua experiência e o contributo que continuam a dar ao território.

O Raízes Vivas nasce precisamente dessa vontade de valorizar, aproximar e celebrar as nossas pessoas mais velhas”, explica a vereadora Sara Milheirão. A iniciativa procura reforçar a ideia de que envelhecer não significa afastar-se da vida da comunidade, mas continuar a participar, a conviver, a decidir e a contribuir.
Para a autarca, falar de envelhecimento ativo em Mira significa criar condições para que as pessoas possam manter a sua autonomia, qualidade de vida e participação social. “Mira já tem um trabalho desenvolvido e um conjunto de respostas dirigidas às pessoas mais velhas, mas queremos continuar a reforçar esse caminho, melhorando as respostas existentes e criando novas oportunidades de participação e de proximidade”, sublinha.
O programa começa, a 30 de setembro, com o “Laboratório Raízes Vivas – Conhecimento, Inovação e Boas Práticas”, dirigido a profissionais e entidades que trabalham nas áreas do envelhecimento. A escolha deste formato pretende criar um espaço de reflexão e partilha. “Antes de celebrarmos, queremos também pensar e aprender”, afirma Sara Milheirão. O objetivo passa por juntar diferentes áreas e experiências, aproximando o conhecimento académico da realidade do território e procurando respostas para os desafios que o envelhecimento coloca.

A tecnologia será também uma das áreas em destaque, através da sessão “VirtuALL – A tecnologia ao serviço do envelhecimento ativo”. Para a vereadora, a tecnologia pode assumir um papel importante na melhoria da qualidade de vida, desde que seja acessível e adequada às pessoas. Pode contribuir para combater o isolament5t6666666666o, facilitar o acesso à informação e aos serviços e criar novas oportunidades de participação.
Mas o Raízes Vivas pretende ir além da tradicional abordagem do envelhecimento centrada nos cuidados. “As respostas sociais e os cuidados são fundamentais, mas as pessoas mais velhas são muito mais do que as suas necessidades”, defende. Participação, cultura, aprendizagem, convívio e relações entre gerações são, por isso, dimensões igualmente importantes da iniciativa.
No dia 1 de outubro, a programação assume um carácter mais celebrativo, com a sessão oficial, a exposição “Vozes da Nossa Gente”, a Missa da Maior Idade, o almoço, o Festival Raízes Vivas e o Bosque das Raízes, onde será plantada uma árvore representativa da edição de 2026. A escolha da árvore tem, para a vereadora, um significado especial: “Tem raízes, tem memória, cresce e continua a dar vida.” Simboliza também a ligação entre gerações e aquilo que cada geração recebe e deixa às seguintes.

Sendo esta a primeira edição, o Município assume já a intenção de dar continuidade ao Raízes Vivas. “Esta primeira edição é também um ponto de partida”, explica Sara Milheirão, que pretende, no futuro, envolver ainda mais pessoas, entidades e parceiros e criar novas oportunidades de participação.
O Raízes Vivas apresenta-se, assim, como uma iniciativa que cruza conhecimento, reflexão, participação e celebração, colocando as pessoas mais velhas no centro. “No dia 30, vamos refletir e partilhar conhecimento. No dia 1, vamos celebrar.”
Serão dois dias diferentes, mas unidos pelo mesmo propósito: valorizar as pessoas, as suas histórias e o papel que continuam a desempenhar na comunidade de Mira.





