PJ desmantela rede de imigração ilegal em Cantanhede, Pombal, Alcobaça e Porto

09.07.2026 –

Cinco detidos em operação que envolveu buscas 

A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou uma alegada rede criminosa dedicada à imigração ilegal, numa operação realizada esta quarta-feira nas zonas de Cantanhede, Pombal, Alcobaça e Porto, que culminou com a detenção de cinco suspeitos.

Entre os detidos encontram-se dois homens e duas mulheres, detidos por mandado judicial, incluindo três empresários e o chefe de um Serviço de Finanças da região Centro. Durante a operação foi ainda detido, em flagrante delito, um quinto suspeito por posse de uma arma proibida.

A investigação, conduzida pela Diretoria do Centro da Polícia Judiciária e dirigida pelo DIAP Regional de Coimbra, teve início em setembro de 2025 e permitiu apurar que o grupo se dedicava, há vários anos, à legalização fraudulenta de milhares de cidadãos estrangeiros em Portugal.

Esquema rendia elevados lucros

Segundo a PJ, os suspeitos atuavam de forma organizada e com o objetivo de obter elevados lucros financeiros, recorrendo a mecanismos destinados a ocultar a atividade criminosa e a enganar diversas entidades do Estado.

Os cidadãos estrangeiros, na esperança de regularizarem a sua situação e melhorarem as suas condições de vida, pagavam quantias avultadas para obter a documentação necessária aos processos de legalização.

A investigação revelou ainda que muitos destes imigrantes viviam e trabalhavam noutros países europeus, embora constassem, perante a Autoridade Tributária e a Segurança Social, como exercendo atividade profissional em Portugal.

Armas, dinheiro e documentação apreendidos

No decurso da operação foram realizadas 16 buscas, que permitiram apreender um vasto conjunto de documentação relacionada com processos de regularização irregular, equipamento informático, três armas de fogo e cerca de 50 mil euros em numerário.

A operação mobilizou cerca de 90 inspetores e especialistas da Polícia Judiciária, contando com o apoio da Diretoria do Norte, dos Departamentos de Investigação Criminal de Aveiro, Leiria e Guarda, bem como de várias unidades nacionais de perícia tecnológica, financeira, contabilística e de armamento.

Os cinco detidos, com idades entre os 33 e os 55 anos e sem antecedentes criminais conhecidos, serão presentes à autoridade judiciária para primeiro interrogatório judicial, onde serão aplicadas as medidas de coação consideradas adequadas.

Jornal Mira Online

Fonte: Polícia Judiciária