30.08.2026 –
Seis séculos depois, Montemor-o-Velho continua a encontrar-se na Feira. A Feira do Ano – Festas Concelhias 2026 abriu oficialmente portas este sábado, 29 de agosto, dando início a 11 dias de celebração, com música, gastronomia, cultura, tradição, associativismo e atividade económica.

A edição deste ano assume um significado especial, ao assinalar os 600 anos da concessão, em 1426, da feira franca anual de Montemor-o-Velho.
A cerimónia de abertura contou com a presença da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, do presidente da Câmara Municipal, José Veríssimo, do presidente da Assembleia Municipal, Fernando Ramos, e de várias entidades e convidados.
“Montemor-o-Velho cabe na Feira do Ano”
Para José Veríssimo, as pessoas continuam a ser o centro do certame, destacando agricultores, empresários, produtores, artesãos, associações e todos aqueles que contribuem diariamente para a dinâmica das freguesias e do concelho.
“É por tudo isto que dizemos, com orgulho, que Montemor-o-Velho cabe na Feira do Ano”, afirmou o autarca.
Apesar das profundas mudanças ocorridas ao longo dos últimos seis séculos, José Veríssimo considera que permanece a vocação original da Feira: juntar pessoas, promover trocas e dar a conhecer aquilo que o território produz e que o distingue.
“A Feira mudou e muito. Montemor-o-Velho também. Mas ficou esta vocação para juntar pessoas, para bem receber, para promover trocas, para dar a conhecer aquilo que produzimos e nos distingue e para celebrar o tanto que somos”, referiu.

Cheias, Mondego e bombas do Foja
A cerimónia ficou também marcada pela referência às tempestades e cheias que atingiram o território no início do ano.
José Veríssimo agradeceu o apoio prestado ao concelho e ao Baixo Mondego, destacando as intervenções de recuperação e reforço dos diques e a limpeza das margens do Vale do Mondego.
O presidente da Câmara aproveitou ainda a presença da ministra para recordar que “há trabalho por concluir”, colocando novamente na agenda a situação das bombas do Foja, consideradas fundamentais para o Vale do Mondego, em particular para a freguesia da Ereira.
Maria da Graça Carvalho garantiu que está a ser estudado “um sistema mais atual” para responder à questão das bombas.
A ministra destacou igualmente a cooperação entre as diferentes entidades e afirmou que as obras mais urgentes estão concluídas, considerando que o território está “melhor preparado para o futuro”.
Agricultura no centro das preocupações
O Mondego, a agricultura e a capacidade de resposta do território estiveram igualmente em destaque.
Helena Teodósio, presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, sublinhou o papel dos agricultores e da agricultura na economia e identidade regional, defendendo uma visão integrada para a gestão do Mondego e para o reforço da resiliência do território.
50 anos do Poder Local Democrático
A abertura da Feira do Ano ficou ainda associada às comemorações dos 50 anos do Poder Local Democrático.
Fernando Ramos, presidente da Assembleia Municipal, recordou o percurso de cinco décadas de democracia local e as transformações alcançadas, destacando também o papel das mulheres na participação política e no exercício do poder local.
A efeméride está representada no certame através da exposição “Montemor-o-Velho 1976: Nasce o Poder Local Democrático”, dedicada às primeiras eleições autárquicas democráticas.
Feira decorre até 8 de setembro
A Feira do Ano – Festas Concelhias 2026 decorre até 8 de setembro, reunindo num mesmo espaço as freguesias, associações, empresas, produtores, artesãos e instituições do concelho.
No convite deixado a residentes e visitantes, José Veríssimo desafiou o público a conhecer os expositores, provar os produtos locais, descobrir as freguesias e viver o certame.
“Esta Feira também é vossa”, afirmou.
Jornal Mira Online
Fonte: Câmara Municipal de Montemor-o-Velho





