Mais de 50 crianças e jovens perderam a vida por afogamento nos últimos quatro anos em Portugal

10.07.2025 –

A cada verão que passa, renova-se o alerta: os afogamentos continuam a ceifar vidas jovens em Portugal, de forma rápida, silenciosa — e muitas vezes evitável. Segundo dados divulgados no âmbito da Campanha de Prevenção de Afogamentos de Crianças e Jovens, mais de meia centena de menores perderam a vida por afogamento nos últimos quatro anos, uma média preocupante de 14 mortes anuais, que contrasta com os dados da década anterior, onde a média rondava os 8 a 9 casos por ano.

A campanha, promovida pela APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil, conta, pelo quarto ano consecutivo, com a parceria ativa da Guarda Nacional Republicana (GNR). Desde 16 de junho e até 30 de setembro, militares da GNR estão no terreno com ações de sensibilização junto das famílias — locais ou em férias — para a importância de adotar comportamentos preventivos junto de qualquer ambiente com água: piscinas, tanques, praias, rios ou barragens.

O objetivo continua a ser claro: salvar vidas através da informação, alertando para os riscos associados à presença de crianças em ambientes aquáticos, muitas vezes com pouca supervisão ou sem barreiras de proteção. O afogamento pode ocorrer em poucos segundos, sem ruído e com apenas alguns centímetros de água — o que torna ainda mais vital a vigilância constante e ativa por parte dos adultos.

Este ano, o relatório anual da APSI foi acompanhado por uma infografia interativa, que visa facilitar a compreensão da dimensão do problema e tornar mais acessíveis as medidas de prevenção.

Além das mortes, as chamadas para o 112 relacionadas com afogamentos ou acidentes de mergulho têm aumentado significativamente, reforçando a urgência de apostar em mais educação para a segurança aquática, desde a infância.

A APSI e a GNR deixam um apelo claro: a segurança começa antes de entrar na água, com supervisão, barreiras físicas, equipamentos de proteção e uma atitude atenta. Pequenos gestos podem salvar vidas — e garantir que as férias sejam um tempo de alegria, e não de luto.

Jornal Mira Online

Fontes: APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil / GNR