Joana Marques absolvida em tribunal

03.10.2025 –

Os Anjos pediam mais de um milhão de euros “por prejuízos causados”

A SIC Notícias dá conta de que o tribunal considerou que Joana Marques não contribuiu para o “apedrejamento verbal” dos Anjos.

Ainda segundo o canal televisivo a sentença definiu que “a publicação da Ré [Joana Marques] quase não utiliza palavras e limita-se a olhar com olhos críticos e de escárnio para a transmissão da atuação dos AA [Anjos] a cantar o Hino”.

A decisão da juíza do Tribunal Central Civil de Lisboa reconhece que os Anjos foram alvo de “trolls” da internet, mas não responsabiliza Joana Marques “por atos de terceiros” nem considera que o vídeo “fosse adequado a provocar ódio” contra os artistas.

Não se considerou, contudo, provado que a polémica em causa tivesse sido originada pela publicação da Ré o que se entende que ficou por demonstrar face a toda a prova produzida e principalmente tomando em conta o teor do vídeo da transmissão da atuação ao vivo (…) onde é percetível que algo correu terrivelmente mal, não sendo de esperar que um leigo reconheça que foi a existência de erros técnicos que tornaram o som desagradável.”

Não há “qualquer incentivo ao apedrejamento verbal”

O caso remonta a abril de 2022, depois da banda portuguesa ter cantado o hino nacional no Grande Prémio de Portugal de MotoGP. O momento levou a humorista a fazer uma piada relativamente à atuação.

Sobre a divulgação desse vídeo, a sentença diz que “não é possível dizer (…) que a Ré alimentou o ódio e censura que perpassa nas mensagens. A visualização do vídeo publicado pela Ré acentua o facto deste não ser apto a gerar esta onda de comentários. O vídeo em si pode qualificar-se como uma crítica bastante moderada, admitindo-se que este, conjugado com o facto de ter sido o Hino Nacional a canção maltratada, não sendo despiciendo o facto de terem sido os Anjos, uma banda de sucesso, a cantá-la, pode ter despertado o pior que há nos seres que publicaram este tipo de comentários negativos”.

Na sentença pode ler-se que “a publicação da Ré [Joana Marques] quase não utiliza palavras e limita-se a olhar com olhos críticos e de escárnio para a transmissão da atuação dos AA [Anjos] a cantar o Hino”.

A decisão da juíza do Tribunal Central Civil de Lisboa reconhece que os Anjos foram alvo de “trolls” da internet, mas não responsabiliza Joana Marques “por atos de terceiros” nem considera que o vídeo “fosse adequado a provocar ódio” contra os artistas.

Os Anjos terão de pagar as custas do processo.

Jornal Mira Online

Fonte: SIC Notícias