03.01.2026 –
O Executivo Municipal de Santa Comba Dão emitiu uma nota de esclarecimento para clarificar o ponto de situação relativo ao projeto de duplicação do IP3, no Troço 2 – Lagoa Azul / Santa Comba Dão, na sequência dos esclarecimentos já prestados em Assembleia Municipal e em reunião de Câmara.

Segundo a autarquia, o projeto de execução detalhado da obra encontra-se concluído desde o final de 2024, tendo sido colocado em discussão pública em janeiro de 2025 pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), processo que foi divulgado no site oficial da Câmara Municipal. De acordo com o relatório dessa consulta pública, a quase totalidade dos contributos apresentados teve origem na população da Gestosa.
📍 Traçado mantém-se sobre o atual IP3
Conforme consta do Relatório Técnico submetido a discussão pública, o único traçado considerado para o perfil de autoestrada coincide com o atual IP3, não estando previstas alternativas para este troço. Para a travessia do rio Dão, o projeto contempla a construção de três plataformas entre a margem norte de Santa Comba Dão e o Vimieiro:
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uma plataforma em perfil de autoestrada;
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uma destinada ao tráfego rodoviário local;
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e uma terceira para circulação pedonal e ciclável.
O projeto prevê ainda a criação de nós de acesso à área industrial das Lameiras, em ambos os sentidos, reforçando a ligação às zonas económicas do concelho.

📄 Alternativas já tinham sido excluídas
A Câmara esclarece também que a consulta promovida pelo Ministério das Infraestruturas junto das Comunidades Intermunicipais de Viseu Dão Lafões (CIM VDL) e de Coimbra não contemplava qualquer opção alternativa para o território de Santa Comba Dão. Tal deve-se ao facto de, anos antes, as duas soluções estudadas em fase preliminar terem sido excluídas: uma por colocar em risco as captações de água do Luso e de Penacova, e outra por ter merecido a oposição do Município de Santa Comba Dão, por interferir com o projeto das Termas do Granjal.
🤝 Obra com maturidade e sem portagens
Neste enquadramento, o atual executivo municipal decidiu alinhar com a posição da CIM Viseu Dão Lafões, apoiando a solução considerada com maior grau de maturidade técnica, de forma a permitir que a obra avance com maior rapidez e responda às necessidades de mobilidade da população e das empresas do concelho.
Tanto a CIM como a Câmara Municipal defendem ainda que a futura autoestrada resultante da duplicação do IP3 seja isenta de portagens, garantindo um verdadeiro benefício para o território e para quem nele vive e trabalha.
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Jornal Mira Online
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