A imprensa grega descreve esta noite da cimeira em Bruxelas como “dramática”, por ter ficado clara a divisão europeia, com os líderes da zona euro em busca de um acordo sobre o terceiro “resgate” à Grécia.
O diário conservador Kathimerini abre hoje a primeira página com o título “Uma cimeira histórica para a permanência no euro”, apresentando ainda uma série de artigos, versando desde o catálogo de requisitos exigidos pelos parceiros da zona euro, até às conjeturas em torno da formação, nos próximos dias, de um novo Governo de unidade nacional.
O centrista Ta Nea titula “Nó górdio”, uma “noite dramática da cimeira de líderes da zona euro”, enquanto o esquerdista Efymerida ton Syntakton fala de uma “cimeira tortuosa”, na qual os parceiros voltam a exigir à Grécia medidas que aprofundam a recessão.
O económico Naftemporiki refere, por seu turno, uma “noite de agonia em Bruxelas” e faz eco das necessidades financeiras calculadas pela zona euro para a Grécia e da luta do Governo de Atenas para conseguir liquidez imediata para evitar o colapso dos bancos.
Os líderes da zona euro prosseguem hoje, em Bruxelas, a “maratona” negocial em busca de um acordo sobre um terceiro “resgate” à Grécia, mas, ao cabo de mais de 15 horas de reunião, ainda não atingiram um compromisso.
A cimeira extraordinária da zona euro sobre a Grécia, apontada como decisiva para o futuro da Grécia na zona euro, teve início às 16:00 horas locais de domingo (15:00 horas de Lisboa), foi interrompida por diversas vezes para consultas e reuniões à margem, apontando fontes diplomáticas que ainda existem algumas diferenças entre as autoridades gregas e os seus credores.
De acordo com várias fontes, o Governo grego liderado por Alexis Tsipras já concordou com a maioria das medidas reclamadas pelos credores, que terá que aprovar a nível legislativo até à próxima quarta-feira, mas subsistem divergências sobretudo devido a dois pontos, designadamente o fundo de privatizações reclamado a Atenas, assim como a participação do Fundo Monetário Internacional no novo programa de assistência.
A falta de um acordo ameaça ditar uma saída da Grécia da zona euro, o chamado “Grexit”.
Fonte: Lusa




