15.04.2026 –
Maria, de apenas 15 anos, joga na equipa feminina da US Salernitana. Quando marcou, tudo parecia seguir o guião habitual: o golo, o abraço das colegas, a explosão de alegria. Mas naquele instante, o futebol deixou de ser apenas futebol…

Depois da celebração inicial, Maria afastou-se. Correu sozinha, decidida, como quem sabe exatamente onde precisa de ir. Do outro lado do campo, uma faixa. Uma fotografia. Um destino.
Era o seu treinador, Dino, que tinha falecido poucos dias antes.
Parou. Olhou. E beijou a imagem.

Num gesto simples, disse tudo. Sem palavras, sem explicações. Ali estava a dor, a saudade, o respeito… e sobretudo, o amor pelo homem que tinha marcado aquela equipa muito para lá das quatro linhas.
Não era apenas um treinador. Era uma presença, uma referência, alguém que deixou uma marca profunda.

Maria voltou para o jogo visivelmente emocionada. E à sua volta, instalou-se um silêncio raro — daqueles que não se ouvem, mas sentem-se. Um silêncio pesado, carregado de significado.


Porque há momentos em que o futebol pára.
E às vezes… um golo vale muito mais do que um golo.
Jornal Mira Online
Fonte: Economia do Golo


