Depressão “Cláudia” traz chuva intensa e vento à Região de Coimbra

11.11.2025 –

Sistema atlântico deverá gerar precipitação persistente e rajadas fortes sobretudo entre quarta e quinta-feira.

A Região Centro, incluindo o distrito de Coimbra e a faixa litoral entre Figueira da Foz, Cantanhede, Tocha e Praia de Mira, deverá ser afetada a partir de quarta-feira pela depressão “Cláudia”. O sistema meteorológico, que primeiro atravessará o arquipélago da Madeira, desloca-se do Atlântico com frentes de precipitação organizadas, podendo originar chuva persistente, por vezes forte, e vento moderado a forte, com rajadas mais intensas junto à costa e em zonas mais elevadas, como a Serra da Lousã.

A chegada dos primeiros efeitos ao território continental deverá ocorrer entre o final do dia 11 e o início da manhã de 12, prolongando-se com oscilações de intensidade ao longo de pelo menos dois dias. Espera-se que os períodos de precipitação mais concentrada coincidam com janelas de maior deslocação rodoviária, nomeadamente nas primeiras horas das manhãs de quarta e quinta-feira.

No litoral, a agitação marítima poderá igualmente agravar-se, sendo possível a emissão de avisos meteorológicos para a costa ocidental, incluindo a zona de influência da Figueira da Foz. Já no interior do distrito, a precipitação poderá assumir caráter contínuo, com aguaceiros localmente fortes associados a células convectivas.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera recomenda acompanhamento frequente das atualizações dos avisos e reforça a atenção redobrada em condução, zonas ribeirinhas, estradas inundáveis e áreas florestais com declives acentuados.

A depressão “Cláudia” surge num contexto de circulação atmosférica típica de outono, marcada pela passagem de sistemas frontais vindos do Atlântico, mas o seu impacto será sentido de forma localizada consoante a interação com o relevo regional. Para a Região de Coimbra, o cenário mais provável aponta para episódios de chuva significativa e vento moderado a forte, sem que, para já, exista indicação de fenómenos extremos fora do padrão das depressões outonais ativas.

Jornal Mira Online

Fonte: IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera; modelos meteorológicos europeus e comunicação operacional regional.