Bruno Ferreira: “Se me perguntassem se gostava de viver disto a minha resposta seria claramente afirmativa.

Bruno Ferreira é um YouTuber português que faz vídeos de paródias musicais. O “gajo que não sabe cantar”, como ele se apresenta na descrição do seu canal, faz paródias de temas musicais bastante conhecidos – portugueses e estrangeiros-, retratando, muitas vezes, temas atuais ou problemas com os quais todos nós nos identificamos. No canal do Bruno podem contar com vídeos que vos farão chorar – de tanto rir! Em conversa comigo, o YouTuber falou da origem do seu canal, do feedback que tem recebido e do que significa, para ele, ser YouTuber.

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De onde surgiu a ideia de criar um canal do YouTube no qual colocas vídeos de paródias musicais?

A ideia surgiu quase por acaso, juntamente com um amigo meu, decidimos fazer um sketch em que o objetivo seria ”parodiarizar” um programa da altura chamado Tele Rural (2008). Depois o “bichinho” de fazer vídeos foi ficando e de vez em quando gravávamos algo mas nada de mais. Até que no final de 2010 decidi começar com as paródias musicais, e com mais regularidade, acima de tudo porque gostava desse género de vídeos e era espectador assíduo de Youtubers estrangeiros que o faziam. Além disso achava que em Portugal havia pouca gente ou quase nenhuma a fazer paródias em português.

 

Quando começaste a publicar os teus vídeos esperavas vir a ter o feedback que tens recebido?

Não, de forma alguma. Até porque na altura que comecei o Youtube em Portugal não era o que é nem tinha a mesma relevância que tem hoje em dia. Mas a par disso nunca pensei vir a ter o feedback que tenho hoje em dia sempre que publico um vídeo, seja nos comentários, nos gostos, nas partilhas, mas também nas abordagens em locais públicos por vezes. Tudo isto são incentivos para fazer mais e melhor.

Onde é que vais buscar inspiração/ideias para os teus vídeos?

A inspiração é algo que aparece naturalmente, não é algo que tenha um dia ou hora marcada, são momentos. Quando tenho esses momentos tento aproveita-los e explora-los ao máximo, por isso é que escrevo imensos rascunhos de “ideias soltas” no telemóvel ou em papel. Mas os locais em que a inspiração aparece mais frequentemente são enquanto conduzo, quando estou na cama quase a adormecer e quando estou na casa de banho.
Faz parte dos teus planos seguir uma carreira nesta área ou fazes disto apenas um hobbie?

A minha área, ou pelo menos aquela em que estou formado é a Fisioterapia, mas nunca descarto o Youtube da minha vida. Mesmo que por vezes seja difícil conciliar as coisas. Não considero que o que tenho no Youtube seja uma carreira propriamente dita, apesar de tudo levo isto como um “hobbie”. Mas se me perguntassem “se gostava de viver disto” a minha resposta seria claramente afirmativa porque gosto do que faço. Sem o Youtube arrisco-me a dizer que praticamente tudo o que tenho feito até agora seria impossível, porque além de ser a plataforma onde faço “upload” dos vídeos foi a plataforma que me inspirou a fazê-los, ou seja, a sua importância é total. O Youtube trouxe-me uma “nova paixão” e fascínio pela área da edição e criação de conteúdo audiovisual assim como valorização pessoal.


O que é, para ti, ser YouTuber e o que é que isso implica?

Youtuber é uma pessoa que produz conteúdo audiovisual independente. Somos nós que escolhemos e criamos o conteúdo que oferecemos a quem nos vê. Nesta plataforma as pessoas (subscritores/ visualizadores) procuram e vêem o que querem ver e não porque são “obrigadas” ou “impingidas” a ver como acontece muitas vezes na TV.

Depois a par disso acresce de certa forma uma espécie de “responsabilidade” que passa por sermos regulares a colocar vídeos online, coisa que eu não sou, e a melhorar sempre o nosso conteúdo e inová-lo.


Sempre que publicas um novo vídeo que efeito esperas que ele cause no público que te segue?

Espero simplesmente que gostem e que as entretenha nem que seja durante uns minutos. No meu caso específico, que a música/paródia lhes fique na cabeça e se riam dela.

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Por Joana Veríssimo