Aos dois médicos de Porto de Mós e ao funcionário da Segurança Social (SS) de Lisboa também detidos pela Polícia Judiciária de Leiria, na terça-feira, foram aplicadas medidas de coação mais leves.
Um médico vai pagar uma caução de 40 mil euros, para ficar em liberdade, e o outro apenas metade desse valor. Já o funcionário da SS que exercia funções no Centro Nacional de Pensões, em Entrecampos, ficou obrigado a desembolsar mil euros. Adicionalmente, todos os arguidos, com idades entre os 57 e os 63 anos, ficaram proibidos de contactar entre si e de sair do país, tendo de entregar os passaportes à justiça.
Antes dos interrogatórios, por um juiz, na terça-feira à noite e ao longo do dia de quarta-feira, a PJ anunciou que os arguidos estavam “fortemente indiciados” pela prática reiterada de crimes de fraude contra a Segurança Social, corrupção e associação criminosa.
O deputado do PS na Assembleia Municipal de Porto de Mós tem 63 anos e também foi funcionário da Segurança Social. Agora, tinha um papel preponderante na angariação de interessados nas reformas antecipadas, no seu encaminhamento para os médicos arguidos e na posterior tramitação dos processos na Segurança Social, onde teria a colaboração do colega detido em Lisboa.
Os dois clínicos gerais em causa têm consultórios privados em Porto de Mós e são suspeitos de ter atribuído, em troca de pagamento, falsos graus de incapacidade a centenas de pessoas, só no último ano, para que fossem declaradas inaptas para o trabalho, quando presentes a juntas médicas.
Fonte JN





