Apenas quero ser feliz com o que faço

Miguel Rocha Vieira tem 35 anos e é Chef Executivo do Restaurante Fortaleza do Guincho.

Aos 20 anos, Miguel decide deixar Portugal e ir para Inglaterra estudar Gestão Hoteleira. Foi nesse local que descobriu a sua verdadeira paixão: a cozinha. Após ter-se graduado começou a trabalhar noutros países até que, em 2008, é convidado para ir para Budapeste abrir o “Restaurante Costes”. Este feito permitiu-lhe – 2 anos depois – ganhar uma estrela Michelin. Atualment é Chef Executivo da Fortaleza do Guincho, em Cascais.

Nesta pequena entrevista, Miguel fala-nos um pouco do seu gosto pela cozinha assim como do seu percurso até hoje.

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Com que idade surgiu o seu gosto pela cozinha?

Aos vinte e poucos anos de idade. Como se costuma dizer, “mais vale tarde do que nunca!”

Esse gosto tornou-se rapidamente um desejo de uma profissão futura ou ainda teve pelo meio outras possíveis profissões que quis exercer?

Sim. A partir do momento em que descobri a cozinha nunca mais me passou pela cabeça fazer outra coisa que não cozinhar.

Este seu gosto pela cozinha contou, desde logo, com o apoio dos seus familiares. Como é que eles encararam o seu desejo de enveredar por este caminho?

Foi complicado. A cozinha agora está “na moda” mas, há uns anos atrás não era vista da mesma maneira. Foi complicado aceitarem que eu desistisse da universidade e do meu curso para me matricular numa escola de cozinha mas, mesmo assim, sempre tive todo o apoio familiar.

O que leva um jovem de 20 anos a deixar Portugal para ir estudar Gestão Hoteleira em Londres?

Sede de mundo, vontade de descobrir outras culturas e de viver numa metrópole. Também o facto de não saber muito bem o que fazer e de saber que com um curso tirado lá fora, a facilidade das portas se abrirem em Portugal seria maior.

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O que sentiu quando soube que ia poder estudar na escola de cozinha mais prestigiada do mundo?

Fiquei bastante feliz mas também senti o peso da responsabilidade de não deixar ficar mal aqueles que apostaram em mim.

Teve também a oportunidade de trabalhar noutros países. Qual considera que foi o mais importante a nível de aprendizagem?

Todos eles pelas mais diversas razões. Nesta profissão estamos sempre a aprender independentemente do país onde estivermos.

Como é lidar com culturas diferentes e, consequentemente, pratos e sabores diferentes?

Desafiante mas ao mesmo tempo muito enriquecedor.

Algum dia pensou que um dia iria ser galardoado com uma estrela Michelin? O que representa, para si, esse prémio?

Nunca foi um objetivo pessoal. Não passo os dias enfiado numa cozinha à procura de prémios mas sim porque gosto realmente de cozinhar. Representa que alguém está atento ao teu trabalho e acaba por ser um reconhecimento do mesmo.

E relativamente ao futuro, o que lhe falta conquistar?

Apenas quero ser feliz com o que faço.

Por fim, que prato se assemelha à personalidade do chefe “Miguel Rocha Vieira”?

Nao sei… Marisco?! Algo delicado, cheio de pureza e com muito sabor.

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Por Cátia Sofia Barbosa