“30 anos yo”: Biblioteca de Cantanhede acolhe retrospetiva da carreira de Nuno Pedreiro

07.07.2025 –

Está patente até 31 de agosto na Biblioteca cantanhedense, a exposição “Nuno Pedreiro ‘30 anos yo’ – Retrospetiva dos 30 anos de carreira”, que reúne 26 obras do artista natural de Mira.

A mostra celebra três décadas de percurso artístico de Nuno Pedreiro, com trabalhos que percorrem diferentes fases da sua produção. As obras apresentadas incluem pinturas a óleo sobre tela, técnicas mistas e desenhos a carvão sobre papel, numa exposição que reflete a versatilidade e a maturidade do pintor.

Nascido em 1976, Nuno Pedreiro viveu a infância na Venezuela, onde despertou para as artes através do desenho — uma paixão que viria a evoluir, naturalmente, para a pintura. De regresso a Portugal, aos 14 anos, decidiu seguir uma carreira dedicada exclusivamente às artes visuais.

O reconhecimento junto do público chegou com a televisão, graças ao contacto com o ator e apresentador Fernando Mendes, que o levou a integrar o universo d’O Preço Certo, programa onde as suas obras têm lugar de destaque há 22 anos, na emblemática Montra Final.

A sua primeira exposição individual teve lugar em 1994, na Galeria de Arte Esquina Viva, em Aveiro, e, mais tarde nesse ano, na própria Biblioteca Municipal de Cantanhede — palco que agora acolhe a celebração dos 30 anos de carreira.

Em 2016, deu início à sua atividade artística internacional, com destaque para uma exposição no Sport Club Português, em Newark (EUA), no ano seguinte. Em Portugal, Nuno Pedreiro soma mais de uma centena de exposições individuais e coletivas, muitas delas relacionadas com figuras do desporto, da música e da televisão, tanto a nível nacional como internacional.

Fiel à pintura a óleo e ao desenho a carvão — técnicas que assume como preferidas —, o artista tem vindo a explorar também murais de grandes dimensões, área onde tem ganho crescente reconhecimento.

A retrospetiva “30 anos yo” oferece uma viagem íntima e intensa ao universo criativo de um artista que nunca se desligou das suas raízes, mantendo uma ligação profunda à região onde cresceu.

Jornal MIra Online

Fonte. CMC