12.05.2026 –
Segundo os especialistas, a gengivite pode atingir até nove em cada dez adultos, enquanto a periodontite — uma forma mais grave da doença — afeta mais de metade da população adulta, sendo que entre 10 a 15% dos casos apresentam quadros severos.

⚠️ Doença pode evoluir sem sintomas
A periodontite é uma doença inflamatória crónica que pode desenvolver-se ao longo de vários anos sem sinais evidentes, destruindo progressivamente os tecidos que suportam os dentes e podendo levar à sua perda.

Os médicos-dentistas alertam que sinais como:
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sangramento das gengivas;
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mau hálito persistente;
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retração gengival;
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mobilidade dentária;
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sensação de dentes mais compridos
não devem ser ignorados.
A SPPI reforça uma mensagem considerada essencial: “gengivas saudáveis não sangram”.
🌍 Saúde oral ligada à saúde geral
Além das consequências na saúde oral, a evidência científica aponta para uma forte ligação entre a doença periodontal e várias doenças sistémicas.
Entre as patologias associadas encontram-se:
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diabetes;
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doenças cardiovasculares;
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artrite reumatoide;
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complicações na gravidez;
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acidentes vasculares cerebrais;
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enfarte agudo do miocárdio.
Os especialistas explicam que a inflamação gengival pode contribuir para processos inflamatórios noutras partes do organismo.
🚬 Tabaco agrava risco de periodontite
O tabagismo continua a ser apontado como um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento e agravamento da doença periodontal.
Segundo os especialistas, fumar:
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aumenta a probabilidade de desenvolver periodontite;
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dificulta a cicatrização;
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reduz a eficácia dos tratamentos;
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e pode mascarar sinais clínicos da inflamação.
🤰 Gravidez e diabetes exigem atenção redobrada
Durante a gravidez, as alterações hormonais podem aumentar a inflamação das gengivas, estando a doença periodontal associada, em alguns estudos, a parto pré-termo, baixo peso à nascença e pré-eclâmpsia.
Também os doentes com diabetes apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença, sobretudo quando existe controlo glicémico insuficiente.
🪥 Implantes dentários também exigem cuidados
A Sociedade Portuguesa de Periodontologia e Implantes alerta ainda para os riscos associados à falta de higienização adequada dos implantes dentários.
As chamadas doenças peri-implantares, como a mucosite peri-implantar e a peri-implantite, podem comprometer a estabilidade dos implantes se não forem diagnosticadas e tratadas atempadamente.
Segundo a SPPI, cerca de 40 a 50% dos portadores de implantes desenvolvem mucosite peri-implantar e aproximadamente 20% poderão sofrer de peri-implantite.
O presidente da SPPI, Honorato Vidal, sublinha que “a saúde das gengivas é parte integrante da saúde geral e deve ser encarada como uma prioridade ao longo de toda a vida”.
Os especialistas defendem que a prevenção, o diagnóstico precoce e os cuidados regulares de higiene oral continuam a ser as principais ferramentas no combate às doenças periodontais.
Jornal Mira Online
📷 Fonte: Sociedade Portuguesa de Periodontologia e Implantes (SPPI)
Imagem: Flori Odontologia





