15.03.2026 –
Mais de 90% dos cortes totais de estradas da rede rodoviária nacional provocados pelas tempestades de fevereiro já foram resolvidos, segundo informou o Infraestruturas de Portugal (IP). Dos 346 cortes registados, restam atualmente 34 situações por repor, com maior incidência nos distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém e Viseu.

No conjunto das redes rodoviária e ferroviária nacionais, foram contabilizadas mais de 4.200 ocorrências provocadas pelos fenómenos meteorológicos que atingiram o país entre o final de janeiro e meados de fevereiro. Durante o período mais crítico, a IP chegou a realizar cerca de 200 intervenções por dia, envolvendo operações de desobstrução de vias, reparação de infraestruturas, estabilização de taludes e reposição de sistemas de sinalização.
👷 Grande mobilização no terreno
Para responder aos danos provocados pelas tempestades, a IP mobilizou um dispositivo que chegou a envolver cerca de 2.000 operacionais, apoiados por 622 viaturas, 13 limpa-neves e 31 equipamentos ferroviários pesados. Os trabalhos foram realizados em estreita articulação com as autarquias e com o apoio do setor da construção, considerado essencial para acelerar a recuperação das infraestruturas.
Para financiar os trabalhos, o Governo autorizou em Conselho de Ministros uma verba extraordinária de 400 milhões de euros destinada à recuperação das estradas e linhas ferroviárias afetadas.

🌉 Colapso na A1 recuperado em tempo recorde
Entre os casos mais marcantes esteve o colapso da autoestrada A1, na zona do viaduto de Casais, em Coimbra, cuja circulação foi restabelecida em apenas 15 dias. A intervenção, realizada pela concessionária Brisa, decorreu 24 horas por dia, sete dias por semana, com acompanhamento técnico do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).
No âmbito da segurança das infraestruturas nacionais, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, mandatou o LNEC para realizar uma auditoria abrangente às obras de arte nacionais, como pontes, taludes e viadutos.

🚆 Linha do Oeste reabre parcialmente
Na ferrovia, a maioria das situações também já foi ultrapassada. A circulação na Linha do Oeste, no troço a norte das Caldas da Rainha até Louriçal, será retomada a 16 de março, permanecendo ainda interrupções a sul daquela cidade, com transbordo rodoviário para os passageiros.
Mantém-se também interrompida a circulação no troço da Linha da Beira Baixa entre Mouriscas-A e Rodão, devido ao deslizamento de um talude junto ao Rio Tejo, zona onde os trabalhos de recuperação são mais complexos.
As tempestades que atingiram Portugal entre 28 de janeiro e meados de fevereiro provocaram impactos em todas as linhas ferroviárias nacionais, colocando o país entre os mais afetados da Europa por estes fenómenos meteorológicos.
🗣️ O ministro Miguel Pinto Luz deixou um agradecimento público às equipas envolvidas nos trabalhos de recuperação, destacando o esforço de “homens e mulheres que trabalharam sem descanso para repor serviços, garantir segurança e devolver normalidade às populações afetadas”.
Jornal Mira Online
📌 Ministério das Infraestruturas e Habitação





