27.01.2026 –
⚠️ O grupo parlamentar do CHEGA questionou formalmente o Ministro das Infraestruturas sobre o encerramento prolongado e recorrente do Porto da Figueira da Foz, alertando para os impactos económicos, logísticos e ambientais de uma situação que considera inaceitável, sobretudo após anos de elevados investimentos públicos em dragagens.

📄 No requerimento entregue ao Governo, os deputados sublinham que, apesar das sucessivas dragagens e projetos de aprofundamento do canal de acesso, o porto continua sem conseguir garantir, de forma estável, a entrada e saída de navios com calados compatíveis com a atividade económica que depende daquela infraestrutura.
🏭 Esta limitação tem obrigado várias empresas, nomeadamente da indústria da celulose, a recorrer ao transporte rodoviário para compensar a inoperacionalidade do porto, com impactos diretos nos custos logísticos e na competitividade do tecido empresarial da região.

👥 Para os deputados Eliseu Neves e Paulo Seco, eleitos pelo círculo eleitoral de Coimbra, a situação revela falhas graves de planeamento, execução e coordenação, levantando dúvidas quanto à eficácia das soluções técnicas adotadas e à responsabilidade política por investimentos que, afirmam, não produziram resultados duradouros.
🗣️ “É inadmissível que, depois de milhões de euros gastos em dragagens, o porto continue fechado ou condicionado como se nada tivesse sido feito. Alguém tem de explicar por que razão o dinheiro público não resolveu o problema”, afirmou Eliseu Neves.
🌱 Já Francisco Gomes, coordenador do CHEGA na Comissão das Infraestruturas, destaca ainda os efeitos ambientais do desvio forçado do transporte marítimo para o rodoviário, salientando o aumento das emissões poluentes, o desgaste acelerado das estradas e a contradição com os objetivos de sustentabilidade defendidos pelo Governo.
🚛 “O Governo fala de descarbonização, mas empurra as empresas para os camiões porque não consegue garantir um porto operacional. Isto é incoerência política e incompetência na gestão das infraestruturas”, acrescentou.
📆 No requerimento, o CHEGA exige respostas claras sobre as razões técnicas, operacionais e administrativas que justificam o encerramento persistente do porto, a avaliação da eficácia das dragagens já realizadas, a inexistência de medidas de contingência e um calendário concreto para a reposição da plena operacionalidade do Porto da Figueira da Foz.
📰 Jornal Mira Online
📌 Fonte: CHEGA


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