🔬 Anadia testa novas técnicas para produzir espumantes

24.08.2026 –

O Polo de Inovação de Anadia reforçou a capacidade experimental da sua adega com novos equipamentos destinados à microvinificação e posterior espumantização, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no projeto “Espumante de Portugal”, em parceria com várias entidades públicas e privadas.

Os equipamentos já estão a ser utilizados na atual campanha vitivinícola e permitem testar diferentes estratégias de vinificação à escala de adega, acompanhando de forma detalhada cada etapa e avaliando a influência dos diferentes processos nas características dos vinhos obtidos.

🍇 Novos equipamentos permitem testar diferentes processos

A nova capacidade instalada está a permitir estudar diferentes abordagens na produção de vinhos base para espumante, procurando identificar as condições de vinificação mais adequadas às características de cada casta e ao perfil de vinho pretendido.

O equipamento poderá também ser utilizado noutros trabalhos de experimentação, investigação e desenvolvimento, abrangendo diferentes tipologias de vinho.

O objetivo passa por aprofundar o conhecimento sobre o comportamento das castas e encontrar estratégias de vinificação capazes de potenciar a qualidade dos vinhos produzidos na região.

❄️ Frio e prensagem são etapas decisivas

A produção de um vinho base para espumante exige cuidados específicos desde a chegada da uva à adega. Entre os procedimentos adotados está a passagem das uvas pela câmara de frio durante 12 a 24 horas.

A redução da temperatura antes da transformação permite contribuir para a preservação dos aromas primários e da acidez, características fundamentais para definir o perfil de um vinho destinado à produção de espumante.

Depois do período de refrigeração, as uvas são prensadas com valores de pressão ajustados às características físicas de cada casta, nomeadamente à resistência da película do bago e ao rendimento esperado.

O controlo desta fase permite avaliar a relação entre as condições de prensagem, a extração do mosto e a qualidade final do vinho, procurando reduzir a presença de compostos indesejáveis.

🧪 Fermentação acompanhada ao longo do processo

Os mostos são posteriormente vinificados como vinhos brancos e submetidos a uma decantação estática, com temperatura controlada, durante cerca de 24 horas.

Após a trasfega e a separação das borras mais grosseiras, são adicionadas leveduras selecionadas, dando início à fermentação alcoólica.

Durante esta fase são realizados controlos regulares da densidade e da temperatura, permitindo acompanhar a evolução da fermentação e garantir que o processo decorre dentro das condições pretendidas.

Concluída a fermentação alcoólica, os vinhos são novamente trasfegados e mantidos em condições de conservação destinadas a preservar as suas características físico-químicas e organoléticas.

🍾 Inovação ao serviço dos vinhos da região

O reforço da capacidade experimental do Polo de Inovação de Anadia permite testar diferentes metodologias e avaliar, de forma controlada, o impacto de cada uma delas na qualidade dos vinhos base para espumante.

O trabalho desenvolvido pretende contribuir para a obtenção de espumantes com frescura, equilíbrio, acidez e expressão varietal, aprofundando simultaneamente o conhecimento sobre as castas e os processos de vinificação mais adequados.

A iniciativa insere-se numa estratégia de valorização da experimentação e inovação no setor vitivinícola, aproximando o conhecimento científico e técnico da realidade da produção e contribuindo para a valorização das castas e dos vinhos da região.

Jornal Mira Online

Fonte e imagem: CCDR Centro