20.06.2026 –
AGNR reforçou o dispositivo de vigilĂąncia e prevenção em todo o territĂłrio continental face ao agravamento das condiçÔes meteorolĂłgicas previstas para os prĂłximos dias, que colocam grande parte do paĂs sob risco muito elevado ou mĂĄximo de incĂȘndio rural.

đĄïž As previsĂ”es apontam para uma subida acentuada das temperaturas, vento forte e baixos nĂveis de humidade relativa do ar, fatores que aumentam significativamente a probabilidade de ocorrĂȘncia e propagação de incĂȘndios.
Perante este cenĂĄrio, a GNR ativou um reforço especial de meios humanos e tecnolĂłgicos, com o objetivo de intensificar a vigilĂąncia, garantir a deteção precoce de focos de incĂȘndio e proteger populaçÔes, habitaçÔes e ĂĄreas florestais.

đ Mais patrulhas e vigilĂąncia permanente
A operação prevĂȘ o reforço do patrulhamento terrestre, com uma mĂ©dia diĂĄria de 210 patrulhas mĂłveis distribuĂdas pelas zonas consideradas mais vulnerĂĄveis.
A estas juntam-se 20 patrulhas das Forças Armadas, destacadas para vĂĄrias regiĂ”es do paĂs, incluindo o distrito de Coimbra, numa ação coordenada com a GNR.
A vigilùncia é ainda assegurada por uma rede de 147 torres de videovigilùncia florestal, que monitorizam cerca de sete milhÔes de hectares, bem como por 80 postos de vigia operados por 320 vigilantes.
O dispositivo conta tambĂ©m com 23 Equipas de Manutenção e Exploração de Informação Florestal, envolvendo 140 militares especializados, alĂ©m da utilização de drones da Unidade de EmergĂȘncia de Proteção e Socorro (UEPS) e de um drone de asa fixa da Força AĂ©rea.
đ Mais de 27 mil açÔes de vigilĂąncia desde janeiro
Desde o inĂcio do ano, foram realizadas 27.105 açÔes de vigilĂąncia e deteção de incĂȘndios rurais, das quais 22.954 foram efetuadas pela GNR e 4.151 pelas restantes entidades que integram o Sistema de GestĂŁo Integrada de Fogos Rurais.
Estas operaçÔes permitiram identificar 718 suspeitos e deter 120 pessoas por crimes relacionados com incĂȘndios florestais.
No mesmo perĂodo foram registados 3.588 incĂȘndios rurais em territĂłrio nacional.

đ„ NegligĂȘncia continua a ser a principal causa
Os dados apurados pela GNR revelam que quase 60% dos incĂȘndios investigados tiveram origem em comportamentos negligentes, sobretudo relacionados com queimas e queimadas.
As causas intencionais representam 11,6% das ocorrĂȘncias, enquanto 7,8% resultaram de situaçÔes acidentais. Os reacendimentos correspondem a 5,3% dos casos.
â ïž ProibiçÔes reforçadas nos dias de risco mĂĄximo
A GNR relembra que, nos dias em que o risco de incĂȘndio seja classificado como Muito Elevado ou MĂĄximo, Ă© proibido realizar queimadas e queimas de sobrantes, fazer fogueiras, fumar em espaços florestais ou agrĂcolas, lançar foguetes e utilizar equipamentos que nĂŁo cumpram as normas de segurança exigidas.
As autoridades apelam Ă mĂĄxima responsabilidade da população, lembrando que a prevenção continua a ser a principal arma no combate aos incĂȘndios rurais.
Jornal Mira Online
đ Fonte: Guarda Nacional Republicana





