🏛️ Bloco de Esquerda critica decisões do Executivo de Coimbra e fala em “nomeações políticas” 

04.03.2026 –

O Bloco de Esquerda – Coimbra veio a público manifestar forte oposição a duas decisões recentes do Executivo liderado por Ana Abrunhosa, acusando a maioria municipal de falta de transparência e de desvalorização da cultura e da competência técnica na gestão pública.

🎭 Concurso do Convento São Francisco anulado

Em comunicado, o partido repudia a anulação do concurso público para programador do Convento São Francisco, que havia atribuído o cargo a Mickael de Oliveira por unanimidade do júri.

Segundo o Bloco, os motivos invocados pelo Executivo são “manifestamente demagógicos e populistas”, traduzindo uma visão que coloca a cultura numa “falsa hierarquia de interesses”, tratando-a como um luxo e não como um direito fundamental.

Os bloquistas recordam ainda que, apesar de a atual justificação assentar na situação de calamidade, a vereadora da Cultura, Margarida Mendes da Silva, já em dezembro de 2025 teria admitido a possibilidade de não seguir as orientações do júri, o que, no entendimento do partido, levanta dúvidas sobre os reais fundamentos da revogação do concurso.

O partido manifesta também preocupação quanto ao rumo daquele equipamento cultural, sublinhando que o Convento São Francisco continua sem uma direção autónoma escolhida por concurso público — situação que, segundo o Bloco, se arrasta desde anteriores executivos, liderados por José Manuel Silva (2021-2025) e Manuel Machado (2017-2021).

🎓 Nomeação para o ITAP gera contestação

Num segundo comunicado, o Bloco de Esquerda critica a nomeação de Maria Lencastre Portugal para a administração do ITAP.

A autarca, eleita inicialmente pelo Chega e atualmente vereadora independente, é acusada pelo partido de não possuir currículo ajustado às funções, tendo, segundo o comunicado, admitido não ter experiência nas áreas da educação, gestão ou direção escolar.

Para o Bloco, a ausência de clareza quanto aos critérios técnicos que sustentaram esta escolha levanta sérias dúvidas sobre a transparência da decisão tomada pelo Executivo da coligação Avançar Coimbra (PS, Livre, PAN e Cidadãos por Coimbra). O partido considera que a nomeação apresenta contornos “de natureza compensatória”, classificando-a como uma decisão política de caráter transacional que não dignifica a política autárquica.

Os bloquistas estranham ainda o silêncio das forças que integram a coligação, lembrando que, em campanha eleitoral, defenderam maior transparência nas decisões municipais.

O Bloco de Esquerda conclui exigindo explicações claras do Executivo e reafirmando a necessidade de decisões assentes em critérios técnicos, transparentes e orientadas pelo interesse público.

Jornal Mira Online
📎 Fonte: Bloco de Esquerda – Coimbra