🎓 Universidade Politécnica da Guarda regista três pedidos de patente

10.09.2026 –

A Universidade Politécnica da Guarda (UPG) apresentou três pedidos de patente desenvolvidos por investigadores da instituição nas áreas da tecnologia digital e da saúde, poucos meses depois de ter lançado uma formação executiva dedicada à inovação e à propriedade intelectual.

Entre junho e julho de 2026, a instituição submeteu ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial dois pedidos de patente nacional e um pedido internacional. As propostas abrangem um sistema de fabrico digital, um sistema híbrido de impressão 3D e um dispositivo destinado à infusão de sangue ou hemoderivados.

Para o reitor da UPG, Joaquim Brigas, a proteção da inovação constitui uma ferramenta estratégica para aproximar o conhecimento científico das empresas e da sociedade.

“Estas três patentes são um marco na afirmação da UPG como uma universidade politécnica de referência, comprometida com uma missão que une o ensino, a investigação aplicada e a proximidade às comunidades e ao tecido empresarial que servimos.”

O responsável considera ainda que a missão das instituições de ensino superior passa por garantir que a investigação produzida se transforma em valor concreto.

É este o papel que uma instituição de ensino superior deve desempenhar: gerar conhecimento e garantir que esse conhecimento se transforma em valor concreto para a região e para o país.”

💡 Três projetos desenvolvidos por investigadores

Os primeiros dois pedidos foram submetidos a 8 de junho de 2026. Um corresponde ao “Sistema de Fabrico Digital”, desenvolvido pelo investigador Rui Pires, enquanto o segundo é um pedido internacional para o “Dispositivo Integrado para Infusão de Sangue ou Hemoderivados para Administração por Via Endovenosa”, desenvolvido pelos investigadores e docentes Raquel Lima e Luís Miguel Condeço.

A 17 de julho, Rui Pires apresentou ainda o pedido de patente nacional relativo ao “Sistema de Impressão 3D Aditivo e Subtrativo Híbrido com Ângulo de Deposição Dinâmico e Alimentação por Placas Rígidas Formando uma Base Virtualmente Infinita”.

Segundo Maximiano Ribeiro, vice-reitor da UPG para a Investigação, os pedidos resultam diretamente da estratégia da instituição para apoiar a investigação aplicada e acompanhar os investigadores na proteção do conhecimento produzido.

Estas três patentes são o resultado direto da aposta que a UPG tem feito no apoio à investigação aplicada, dando aos nossos investigadores as condições e o acompanhamento necessários para que o conhecimento que produzem seja protegido e possa gerar impacto real.”

O vice-reitor sublinha também que a proteção de uma patente representa uma forma de reconhecer o trabalho científico desenvolvido e evitar que esse conhecimento possa ser apropriado por terceiros.

📚 Formação procura criar cultura de inovação

A apresentação dos três pedidos acontece alguns meses depois de a UPG ter lançado, em março, uma Formação Executiva em Inovação e Propriedade Intelectual, desenvolvida em parceria com a Inventa.

A formação é dirigida a investigadores, docentes, estudantes, empresários, profissionais de diferentes setores, associações empresariais e técnicos de autarquias, abordando áreas como patentes, marcas, desenhos ou modelos, estratégias de proteção nacional e internacional, transferência de tecnologia, licenciamento e valorização da inovação.

O objetivo passa por dotar os participantes de ferramentas para proteger e gerir ativos de propriedade industrial e aproximar a investigação académica das necessidades concretas das empresas e da sociedade.

Rui Carreto, diretor da formação executiva, destaca precisamente essa vertente prática.

A pós-graduação foi pensada para responder a uma necessidade concreta: muitos investigadores e empresários sabem inovar, mas não sabem como proteger e valorizar essa inovação.”

O responsável acrescenta que os participantes aprendem a acompanhar o processo desde a identificação do que pode ser patenteado até aos procedimentos necessários para o respetivo registo.

🏢 Empresas e startups entre os destinatários

A pós-graduação funciona em regime pós-laboral, com formação em formato híbrido, conjugando sessões online e presenciais.

Segundo a UPG, existe também procura por parte de autarquias e empresas que desenvolvem projetos em parceria com o politécnico, bem como das startups instaladas na Incubadora Desnuclearizada do Politécnico da Guarda.

A incubadora possui polos na Guarda, Mêda, Seia, São João da Pesqueira, Vouzela e São Pedro do Sul, abrangendo diferentes territórios e projetos empresariais.

A formação pretende, assim, reforçar a capacidade de investigadores e empreendedores para protegerem as suas criações e transformarem conhecimento e inovação em ativos com potencial económico e tecnológico.

Paulo Tolda, administrador da UPG, salienta que a instituição assegura igualmente o acompanhamento dos processos associados à propriedade industrial.

A administração assegura o acompanhamento técnico e processual dos pedidos e a correta gestão dos ativos intangíveis.”

A estratégia representa uma aposta da Universidade Politécnica da Guarda na ligação entre investigação aplicada, proteção da propriedade intelectual e transferência de conhecimento, procurando reforçar o impacto da atividade científica no tecido empresarial e na sociedade.

Jornal Mira Online
Fonte e Imagem: Universidade Politécnica da Guarda