❤️ Quatro grupos, uma paixão: o folclore!

25.08.2026 –

Há noites que são encontros com a memória, com as raízes e com aquilo que, geração após geração, continua a dar identidade a uma terra.

Foi assim no passado sábado, em Portomar, onde o 41.º Festival do Folclore, integrado no programa da Festa de Portomar e Cabeço e promovido pelo Grupo Folclórico de Portomar, levou à localidade muita gente disposta a celebrar uma das mais genuínas expressões da cultura popular portuguesa.

Durante cerca de duas horas, o recinto encheu-se de música, dança, trajes, vozes e, sobretudo, de histórias. Histórias que não estão escritas em livros, mas que vivem nas pessoas e passam de geração em geração através do folclore.

🎶 Quatro grupos, uma mesma paixão

Em palco estiveram quatro grupos que trouxeram consigo diferentes tradições e formas de interpretar o património popular português: o Rancho Folclórico Flor do Sabugueiro, de Tarouca, o Rancho Folclórico de Silvares, do Fundão, o Grupo Folclórico As Ceifeirinhas do Vale Mesio, de Lousada, e o anfitrião, Grupo Folclórico de Portomar.

Cada grupo teve cerca de 20 minutos para mostrar o resultado de muitas horas de ensaios, dedicação e amor por uma tradição que continua viva, e… 20 minutos foram suficientes.

Suficientes para cada grupo elevar o patamar do festival, conquistar o público e mostrar que o folclore está muito longe de ser apenas uma recordação de outros tempos.

É, antes de tudo, memória viva.

❤️ Quando uma dança conta a história de um povo

Há qualquer coisa de especial quando um rancho entra em palco.

Não são apenas homens e mulheres vestidos com os trajes das suas terras. São pessoas que carregam consigo uma parte da história das comunidades que representam.

Cada passo tem uma origem. Cada cantiga tem uma história. Cada traje revela hábitos, profissões, costumes e modos de vida que ajudaram a construir Portugal.

Foi isso que se viu em Portomar. Entre aplausos, sorrisos e muita emoção, o público percebeu que assistir a um festival de folclore é também viajar pelo país sem sair do lugar.

De Tarouca ao Fundão, de Lousada a Portomar, diferentes territórios encontraram-se numa mesma noite para celebrar aquilo que os une.

👏 Portomar recebeu, mas também deu

O Grupo Folclórico de Portomar assumiu mais uma vez o papel de anfitrião, recebendo os grupos convidados e proporcionando ao público uma noite de verdadeira celebração cultural.

Mas o grupo da casa fez mais do que organizar um festival: Manteve viva uma tradição.

E essa talvez seja a maior importância de iniciativas como esta.

Num tempo em que tudo parece acontecer demasiado depressa, em que tantas tradições correm o risco de desaparecer e em que as novas gerações vivem cada vez mais afastadas dos costumes dos seus antepassados, há quem continue a acreditar que vale a pena preservar.

Vale a pena ensaiar.

Vale a pena vestir o traje.

Vale a pena ensinar uma dança a uma criança.

Vale a pena cantar uma cantiga antiga.

Vale a pena subir a um palco.

Porque, quando tudo isso acontece, uma parte da nossa história continua a respirar.

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🌾 Uma noite que fica na memória

O 41.º Festival do Folclore de Portomar foi, por isso, muito mais do que um momento inserido num programa de festas.

Foi uma homenagem às raízes.

Uma celebração da identidade.

E um lembrete de que as tradições só morrem quando deixamos de as transmitir.

Na noite de sábado, Portomar provou precisamente o contrário.

Com muita gente a assistir e quatro grupos unidos pelo mesmo amor ao folclore, a tradição voltou a sair à rua, voltou a ouvir-se, voltou a dançar-se.

E, enquanto houver quem continue a dançar, cantar e ensinar aquilo que recebeu dos seus pais e avós, há memórias que nunca morrerão.

Jornal Mira Online