28.04.2026 –
💥 Onda de choque sentida em larga área, mas sem vítimas nem danos

Um forte estrondo ouvido na tarde de segunda-feira deixou em alerta várias populações entre Mira e a Figueira da Foz – e não só. O barulho, descrito como semelhante a um “trovão seco”, foi acompanhado por uma breve onda de choque que se fez sentir em diversas localidades:
Buarcos e Lavos (Figueira da Foz) Maiorca e Quiaios Tocha (concelho de Cantanhede) Ferreira-a-Nova e outras freguesias do interior do concelho da Figueira da Foz Outras áreas do concelho de Montemor-o-Velho E também em partes do concelho de Cantanhede
Inicialmente envolto em dúvidas, o fenómeno acabou por ser esclarecido pela Força Aérea Portuguesa: tratou-se da passagem de um avião F-16 em missão operacional, que ultrapassou a barreira do som.
📍 O episódio ocorreu por volta das 12h30 e foi sentido numa área “muito extensa”, segundo confirmou a Proteção Civil da Figueira da Foz à Rádio Renascença. Apesar do susto, não há registo de feridos nem de danos materiais.

🚒 Chamadas e surpresa na população
De acordo com a mesma fonte, foram recebidas várias chamadas de cidadãos que sentiram o impacto do estrondo e da onda de choque, ainda que sem consequências graves.
Curiosamente, numa fase inicial, a própria Proteção Civil indicou que não havia registo de atividade aérea na zona, informação que viria a ser posteriormente corrigida após confirmação junto da Força Aérea.

🛩️ Missão obrigou a quebrar a barreira do som
Em comunicado, a Força Aérea explicou que a situação ocorreu no âmbito de uma missão de defesa aérea, sendo necessário ultrapassar a barreira do som.
A entidade sublinha que este tipo de operações é essencial para garantir a prontidão dos meios nacionais e assegurar a proteção do espaço aéreo português.
➡️ “Não existiu qualquer situação de perigo para a população”, garantiu ainda, classificando o episódio como uma ocorrência pontual.
🌊 Porque se ouviu tão longe?
O som intenso e a onda de choque surpreenderam pela sua abrangência, mas há explicação. Segundo a Força Aérea, determinadas condições atmosféricas — como inversões térmicas ou variações na densidade do ar — podem amplificar a propagação do som, tornando o fenómeno mais audível a grandes distâncias.
O facto de a manobra ter ocorrido ao largo da costa também ajuda a explicar porque o estrondo foi percecionado como vindo do mar.
❌ Várias hipóteses descartadas
Antes da confirmação oficial, várias teorias foram sendo afastadas:
Não houve explosão subaquática no rio Mondego Não estavam a decorrer trabalhos no porto que justificassem o som O céu limpo afastou a hipótese de trovoada O IPMA não registou qualquer atividade sísmica
Também foi analisado o tráfego aéreo, tendo sido identificado um avião comercial — um Boeing 737 MAX 8 — na zona. No entanto, este tipo de aeronave não consegue produzir explosão sónica, por ser subsónico.
⚠️ Um susto… sem consequências
Apesar do impacto e do susto sentido pela população, o incidente não causou qualquer dano.
Fica, no entanto, o alerta para um fenómeno pouco comum, mas possível, sobretudo em contexto de missões militares.
🟦 Jornal Mira Online
Fonte: Rádio Renascença / Força Aérea Portuguesa




