⚠️ Proteção Civil alerta para risco hidrológico no Mondego e afluentes

26.01.2026 –

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil emitiu um aviso à população devido ao risco hidrológico na bacia do Rio Mondego e nos seus principais afluentes — Ceira, Alva e Arunca — na sequência da precipitação persistente registada nos últimos dias.

De acordo com a informação divulgada pelo Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, a chuva intensa tem provocado um aumento significativo dos níveis hidrométricos e dos caudais, situação que deverá manter-se nas próximas horas e dias, em função das previsões meteorológicas disponíveis.

🌊 Zonas vulneráveis sob vigilância

Caso se mantenha o atual cenário, os caudais elevados poderão afetar áreas historicamente vulneráveis dos concelhos de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho, sobretudo nas zonas ribeirinhas do Mondego e dos seus afluentes.

Até ao momento, não se registam ocorrências relevantes, mas permanece uma situação de vigilância reforçada, em particular nos rios Mondego, Ceira e Arunca.

🚨 Efeitos expectáveis

A Proteção Civil alerta para a possibilidade de:

  • Inundações em zonas urbanas e ribeirinhas, causadas pela acumulação de águas pluviais e eventual obstrução dos sistemas de drenagem;

  • Cheias rápidas nos rios Ceira e Arunca;

  • Cheias progressivas no Rio Mondego, com eventual transbordo em zonas baixas;

  • Instabilidade de vertentes, com risco de deslizamentos e derrocadas;

  • Arrastamento de objetos soltos para as vias rodoviárias;

  • Piso escorregadio e formação de lençóis de água, aumentando o risco rodoviário.

🔎 Medidas preventivas recomendadas

Face à manutenção de caudais elevados, as autoridades recomendam à população:

  • A retirada de viaturas, equipamentos agrícolas, industriais e outros bens das zonas normalmente inundáveis, colocando-os em locais seguros;

  • A salvaguarda dos animais, afastando-os de áreas suscetíveis a inundação;

  • Não atravessar, a pé ou de viatura, estradas, linhas de água ou zonas submersas;

  • Evitar atividades junto a linhas de água historicamente sujeitas a cheias rápidas;

  • Manter-se informado através dos Órgãos de Comunicação Social e seguir rigorosamente as indicações dos Agentes de Proteção Civil.

O Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, em articulação com a APA, IP, os Serviços Municipais de Proteção Civil e os restantes agentes, continuará a acompanhar a evolução da situação, atualizando a informação sempre que necessário.

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Jornal Mira Online

🔎 Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil – Comando Sub-Regional da Região de Coimbra