19.02.2026 –
O deputado Pedro Coimbra defendeu na terça-feira a inclusão dos concelhos de Arganil, Oliveira do Hospital e Tábua na Situação de Calamidade, alertando para uma situação que considera injusta e penalizadora para estes territórios do distrito de Coimbra, fortemente afetados pelas depressões meteorológicas das últimas semanas.

🎙️ A posição foi assumida durante uma audição na Comissão de Economia e Coesão Territorial, onde o deputado socialista questionou o Secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional sobre a exclusão destes municípios do regime excecional, apesar dos danos muito significativos registados no território.
🏘️ Pedro Coimbra sublinhou que Arganil, Oliveira do Hospital e Tábua ficaram de fora da Situação de Calamidade, o que significa menor acesso aos apoios financeiros previstos pelo Governo, apesar da dimensão dos prejuízos.
Arganil, Oliveira do Hospital e Tábua merecem o mesmo respeito que todos os outros concelhos e não podem ficar de fora dos apoios. Não são concelhos menores, não são populações que mereçam trato diferente”, afirmou.
📊 Como exemplo, o deputado referiu o levantamento já realizado pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, que contabilizou cerca de 350 ocorrências, algumas delas com impacto financeiro muito elevado. Segundo Pedro Coimbra, a realidade nos concelhos de Tábua e Arganil é semelhante, justificando plenamente a integração destes territórios na Situação de Calamidade, com efeitos retroativos, para permitir o acesso aos mecanismos de apoio anunciados pelo Executivo.

💸 O deputado eleito pelo Círculo Eleitoral de Coimbra manifestou ainda preocupação com a demora na chegada dos apoios às populações e às empresas, recordando que o histórico do Governo nesta matéria levanta reservas.
🔥 Pedro Coimbra apontou como exemplo os apoios anunciados após os incêndios de 2025, muitos dos quais, afirmou, ainda não chegaram aos destinatários.
Falei com vários presidentes de Câmara da minha região, nomeadamente de Montemor-o-Velho e de Penela, municípios onde foi decretado estado de calamidade, mas onde os apoios não estão ainda a chegar às empresas e às famílias, ao contrário daquilo que tem sido dito pelo Governo”, sublinhou.
📉 O parlamentar alertou ainda que, face às estimativas que estão a ser feitas, os atuais mecanismos de apoio poderão ser insuficientes para garantir a recuperação plena dos territórios afetados.
💰 “Parece óbvio que é preciso reforçar orçamentalmente todas estas linhas de apoio”, afirmou, questionando o Governo sobre quais os mecanismos, fontes de financiamento e prazos previstos para esse reforço, que considera indispensável.
📰 Jornal Mira Online
📌 Assembleia da República / Partido Socialista





