27.01.2026 –
🗣️ O deputado socialista Pedro Coimbra acusou a Ministra do Ambiente e da Energia de “passividade e indiferença” perante o acidente com o navio de carga que, na segunda-feira, ficou à deriva à entrada da barra do Porto da Figueira da Foz.

🏛️ A posição foi assumida esta terça-feira, durante uma audição na Comissão de Ambiente e Energia da Assembleia da República, onde o deputado eleito pelo Círculo Eleitoral de Coimbra alertou para a gravidade da situação, os impactos económicos e sociais já visíveis na região e no país, bem como para os riscos ambientais associados ao incidente.
📦 Pedro Coimbra questionou o Governo sobre o impacto económico da paralisação do porto e sobre as medidas de apoio aos setores afetados, lembrando que existem navios retidos, empresas obrigadas a desviar cargas para outros portos e custos adicionais que penalizam a competitividade das empresas exportadoras e importadoras que operam a partir da Figueira da Foz.
🏭 “Estão em causa impactos muito grandes, com custos muito significativos para o cluster da pasta do papel, sediado na Figueira da Foz, que obriga os operadores a utilizarem outros portos”, afirmou o deputado socialista.
🌊 O parlamentar exigiu ainda esclarecimentos sobre as causas do acidente e sobre as medidas em curso para prevenir danos ambientais, apontando para a eventual inavegabilidade do canal do porto devido à acumulação de areias.
🧭 “Tudo indica, segundo especialistas e conhecedores da situação, que o problema se deve à acumulação de areias no canal de navegação, possivelmente resultante de uma intervenção da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de transferência de sedimentos de norte para sul”, afirmou.
📄 Recorde-se que os deputados Pedro Delgado Alves, Rosa Isabel Cruz e Pedro Coimbra já tinham questionado, por escrito, a Ministra do Ambiente e da Energia, exigindo medidas urgentes para a reposição da atividade do porto.
🔎 Os parlamentares pretendem saber se a transferência de areias realizada em 2025, da responsabilidade da APA, foi sustentada em estudos técnicos, se decorreu conforme o planeado e se foi avaliado previamente o impacto no calado do canal de navegação. Questionam ainda se se confirma a redução do calado de 6,5 para menos de 5,5 metros, se o Governo tinha conhecimento da acumulação de sedimentos e se essa situação poderia comprometer a segurança da navegação no Porto da Figueira da Foz.
📰 Jornal Mira Online
📌 Fonte: Assembleia da República / Grupo Parlamentar do PS




