20.02.2026 –
Palestra decorre a 24 de fevereiro, em Coimbra, com enfoque nas barragens, diques e estratégia futura de gestão do rio.

O professor Fernando Seabra Santos, catedrático aposentado da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e antigo reitor da Universidade de Coimbra, vai promover uma palestra dedicada à análise das cheias que atingiram a bacia do Rio Mondego este ano.
A iniciativa está marcada para o dia 24 de fevereiro, pelas 10h00, e terá lugar na Estação Elevatória de Coimbra – Biblioteca Carlos Fiolhais.
◆ Infraestruturas, risco e respostas futuras
O encontro pretende lançar um debate técnico e informado sobre os acontecimentos recentes, analisando os fatores determinantes das cheias e avaliando a eficácia das infraestruturas hidráulicas existentes, bem como a estratégia nacional de gestão do risco de inundação.

Organizado no âmbito do Departamento de Engenharia Civil da FCTUC, o debate irá centrar-se, entre outros aspetos:
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No desempenho das barragens da Barragem da Aguieira, Barragem da Raiva e Barragem de Fronhas na atenuação dos caudais de cheia;
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Na possibilidade de otimizar os regimes de exploração destas infraestruturas para reforçar a proteção de populações e áreas urbanas;
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Na resistência dos diques do Mondego face aos caudais previstos em projeto.
◆ Parque Verde, Choupalinho e soluções estruturais
Serão igualmente analisadas as inundações registadas no Parque Verde do Mondego e no Choupalinho, refletindo-se sobre a compatibilização de espaços de lazer implantados em leito de cheia com a dinâmica natural do rio e sobre possíveis soluções para minimizar impactos futuros.
A palestra abordará ainda a pertinência de novas respostas estruturais, como a Barragem de Girabolhos, bem como a eventual necessidade de reavaliar a estratégia global de intervenção na bacia hidrográfica do Mondego.
◆ Um debate aberto e necessário
Num contexto marcado pela maior frequência de fenómenos meteorológicos extremos, Fernando Seabra Santos desafia decisores políticos, técnicos e cidadãos a participarem num debate fundamentado, transparente e orientado para soluções sustentáveis e de longo prazo, sublinhando a urgência de “levar a sério o desafio” das cheias.
Jornal Mira Online
◆ Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra




