28.02.2026 –
Mais de 400 cidadãos defendem a manutenção da única mancha verde da localidade

Uma dezena de moradores da Praia da Tocha marcou presença, na sessão pública ordinária de ontem, 26 de fevereiro, da Assembleia Municipal de Cantanhede, para entregar uma petição coletiva subscrita por mais de 400 cidadãos. O documento reúne assinaturas de moradores, proprietários de imóveis, comerciantes e utilizadores do Parque de Merendas da Praia da Tocha, defendendo a preservação integral daquele espaço e da área florestal envolvente, bem como a sua não afetação a qualquer loteamento urbano.
A petição apela a que o Executivo Municipal promova a reclassificação da área como espaço verde de uso público permanente. Em alternativa, os subscritores defendem a introdução, no Plano de Urbanização da Praia da Tocha, de um mecanismo vinculativo que assegure a manutenção duradoura do parque enquanto zona de fruição pública.
No documento agora entregue, os cidadãos reconhecem a validade formal do instrumento urbanístico atualmente em vigor, sublinhando, no entanto, que a solicitação apresentada não se prende com uma questão jurídica, mas sim com uma opção política de ordenamento do território. É ainda recordado que o eventual direito de edificação relativo ao lote inicialmente previsto para uma unidade hoteleira pertence, neste momento, ao Município, não existindo direitos privados adquiridos nem indemnizações a salvaguardar.

Os subscritores sublinham igualmente que, após os incêndios de 2017, a área do Parque de Merendas passou a assumir uma relevância acrescida do ponto de vista ecológico, social e paisagístico, sendo atualmente considerada a única mancha verde consolidada de fruição pública existente na localidade.
Os promotores da iniciativa, que recolheram mais de 400 assinaturas na Praia da Tocha em menos de uma semana, afirmam não se opor ao desenvolvimento urbano. Defendem, contudo, “um modelo de planeamento equilibrado, orientado pelo interesse público, pela resiliência ecológica e pela valorização dos espaços naturais de uso comunitário”, sublinhando a necessidade de garantir a proteção efetiva de um património coletivo que consideram essencial para a comunidade presente e futura.
Jornal Mira Online



