09.03.2026 –
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu cerca de 10.000 litros de óleo alimentar que estariam a ser vendidos como azeite virgem, numa operação realizada nas últimas semanas nos arredores de Moimenta da Beira.

A ação decorreu no âmbito de uma investigação por suspeitas de fraude alimentar, relacionada com a comercialização do produto através das redes sociais. Durante a operação, as autoridades deram cumprimento a 13 mandados de busca, dos quais 10 não domiciliários e três domiciliários, abrangendo habitações, armazéns, um estabelecimento comercial e viaturas, além da análise de equipamentos informáticos e de telecomunicações.

🔎 Óleo comum vendido como azeite
As diligências permitiram confirmar a atividade ilícita, uma vez que estava a ser comercializado óleo alimentar comum rotulado e vendido de forma enganosa como azeite virgem.
Durante a operação foram apreendidos:
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cerca de 10.000 litros de óleo alimentar rotulado fraudulentamente como azeite;
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milhares de rótulos e material de embalamento com a indicação “azeite virgem”;
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340 litros de vinho licoroso sem rótulo e sem registo legal.
🔫 Armas e dinheiro escondido
No decurso da ação foram ainda apreendidas quatro armas de fogo e respetivas munições.
Segundo a ASAE, os suspeitos tentaram ocultar cerca de 200 mil euros em numerário, escondendo o dinheiro em silvas nos terrenos adjacentes, valor que alegadamente terá origem na atividade criminosa.
👥 Três arguidos na investigação
No âmbito do processo, três suspeitos foram constituídos arguidos.
Foram também recolhidas amostras do óleo alimentar para análise no Laboratório de Segurança Alimentar da ASAE, reconhecido pelo Conselho Oleícola Internacional e acreditado pelo Instituto Português de Acreditação, com o objetivo de confirmar a composição do produto e avaliar eventuais riscos para a saúde pública.
⚠️ Alerta aos consumidores
A ASAE alerta os consumidores para desconfiarem de ofertas de azeite com preços muito abaixo do valor habitual de mercado, uma vez que podem corresponder à venda de outras substâncias oleicas comercializadas de forma fraudulenta.
A entidade garante que continuará a realizar ações de fiscalização em todo o território nacional, com o objetivo de proteger a segurança alimentar e a saúde pública dos consumidores.
Fonte: Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE)



