20.01.2026 –
A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional Contraterrorismo, desencadeou esta terça-feira uma vasta operação policial de âmbito nacional, denominada “Irmandade”, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa de extrema-direita violenta, responsável por crimes de discriminação, incitamento ao ódio e à violência.

▶️ 37 detidos e dezenas de buscas
A operação resultou na detenção de 37 suspeitos, todos com vastos antecedentes criminais e ligações a grupos de ódio internacionais. Foram ainda constituídos 15 arguidos e realizadas 65 buscas domiciliárias e não domiciliárias, em vários pontos do país. No terreno estiveram cerca de 300 elementos de diversas unidades da Polícia Judiciária, numa ação coordenada de grande envergadura.
▶️ Ideologia nazi e violência contra minorias
Os detidos, com idades compreendidas entre os 30 e os 54 anos, adotavam e difundiam uma ideologia nazi, associada à cultura nacional-socialista e à extrema-direita radical e violenta. Segundo a PJ, o grupo atuava por motivações racistas e xenófobas, tendo como alvo principal minorias étnicas, em especial imigrantes, que eram intimidados, perseguidos e coagidos.

▶️ Estrutura criminosa organizada e hierarquizada
A investigação permitiu apurar que os suspeitos terão fundado uma organização criminosa estruturada, com hierarquia definida e distribuição de funções, criada exclusivamente para promover a discriminação, o ódio racial e a violência, tanto no espaço físico como através da propaganda.
▶️ Armas e propaganda extremista apreendidas
No âmbito da operação, a Polícia Judiciária apreendeu vasto material de propaganda e merchandising associado à ideologia de extrema-direita violenta, nomeadamente neonazi, bem como diversas armas, algumas das quais proibidas por lei.

▶️ Detidos presentes a tribunal
Os 37 detidos serão presentes amanhã no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, para primeiro interrogatório judicial, onde serão aplicadas as respetivas medidas de coação.
▶️ Investigação a cargo do DIAP
O inquérito é titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, mantendo-se a investigação em curso.
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