🚫✡️ Cartaz antissemita em loja de Flensburg gera indignação nacional na Alemanha

18.09.2025 –

Na cidade alemã de Flensburg, um cartaz colocado numa montra com a inscrição“Os judeus estão proibidos aqui” provocou forte indignação política e social, sendo descrito como um caso de “antissemitismo na sua forma mais pura”.

O cartaz, escrito à mão por Hans Velten Reisch, proprietário de uma pequena loja na Duburger Straße, afirmava ainda: “Nada de pessoal. Sem antissemitismo. Apenas não vos suporto”. A polícia foi alertada na quarta-feira à noite e retirou o cartaz para “evitar perigo e manter a ordem pública”. Contudo, segundo jornalistas locais, a mensagem continuava exposta numa parede junto à entrada da loja.

📢 Reações imediatas e revolta popular

A Câmara Municipal de Flensburg condenou o ato, considerando-o uma “lembrança dos capítulos mais negros da história da Alemanha”. Também partidos como os Verdes e o SPD repudiaram o cartaz, afirmando tratar-se de uma clara manifestação de antissemitismo e um ataque aos valores de uma sociedade aberta.

A indignação espalhou-se rapidamente pelas redes sociais, com apelos a boicote, manifestações de repúdio e até vandalização da montra, que amanheceu marcada com frases como “Nazis fora”.

🗣️ Condenação nacional

O caso chegou a nível federal. Felix Klein, comissário do Governo para a Vida Judaica e a Luta contra o Antissemitismo, classificou o incidente como “um caso muito claro de antissemitismo” e defendeu intervenção imediata. Também a ministra da Educação, Karin Prien (CDU), alertou que expressar e justificar antissemitismo “é ir contra tudo o que a coexistência democrática representa”.

O eurodeputado Rasmus Andresen (Verdes) pediu uma resposta firme das autoridades e defendeu que a União Europeia se torne “uma união de direitos humanos em que todas as pessoas sejam protegidas contra a discriminação”.

🛑 Investigação criminal

Apesar de rejeitar a classificação de extremista e insistir que “não é nazi”, o comerciante, de 60 anos, justificou a mensagem como uma forma de protesto contra a política do Ocidente em relação a Israel. As autoridades confirmaram que já receberam várias queixas contra Reisch. O Ministério Público está a investigar o caso por suspeita de incitamento ao ódio.

📌 Jornal Mira Online
📎 Fonte: Euronews