09.03.2026 –
A Polícia Judiciária deteve um homem, de 52 anos, suspeito da prática dos crimes de burla qualificada e burla simples, alegadamente cometidos ao longo de 2025 e 2026, que terão causado um prejuízo superior a 60 mil euros a uma das vítimas.

Segundo a investigação, o suspeito apresentava-se na rede social Facebook como agente da PSP, utilizando essa identidade falsa para iniciar conversas com mulheres de meia-idade, algumas delas em situações de fragilidade emocional ou afetiva.
💻 Relacionamentos criados para ganhar confiança
Depois de estabelecer contacto online, o homem combinava encontros presenciais e, em alguns casos, chegou mesmo a coabitar com algumas das vítimas, aprofundando relações afetivas para conquistar a sua confiança.
Num dos casos investigados, o suspeito manteve durante mais de um ano uma relação com uma mulher que se encontrava em processo de divórcio. Durante esse período, afirmou que poderia ajudá-la a resolver o processo, alegando ainda que a filha seria advogada.
Com esse argumento, convenceu a vítima de que o divórcio estava a decorrer de forma rápida graças à sua intervenção, disponibilizando-se também para tratar das partilhas de bens. Desta forma, conseguiu obter cerca de 25 mil euros, alegadamente destinados ao pagamento de bens relacionados com a divisão patrimonial, incluindo a casa de morada de família.
🏥 Acidente fictício serviu para pedir mais dinheiro
A investigação apurou ainda que, durante o relacionamento, o suspeito inventou ter sofrido um grave acidente de trabalho, afirmando estar internado numa clínica privada. Perante esta situação, a vítima entregou-lhe vários milhares de euros para suportar as supostas despesas médicas.
Além disso, o homem conseguiu persuadi-la a entregar-lhe dinheiro e objetos de valor, garantindo que estariam mais seguros na sua posse.

🔎 Suspeita de mais vítimas
No decorrer das diligências, os investigadores reuniram indícios de que o suspeito terá utilizado o mesmo esquema com outras mulheres, apresentando-se igualmente como elemento policial para obter vantagens financeiras.
Numa situação recente, terá ainda fingido ser militar da GNR, conseguindo cobrar cerca de 600 euros a uma mulher, alegadamente para facilitar processos relacionados com contraordenações e a legalização de uma viatura.
⚖️ Presente a tribunal
O detido, que não possui ocupação profissional fixa, será presente à autoridade judiciária para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.
O inquérito está a ser conduzido pelo DIAP de Fafe.
📌 Jornal Mira Online
Fonte: Polícia Judiciária




