🔥 PJ detém três suspeitos por incêndios no Norte do país

30.07.2026 –

A Polícia Judiciária deteve três homens, com idades entre os 35 e os 56 anos, suspeitos da autoria de dois incêndios florestais distintos ocorridos nos concelhos de Penafiel e Arcos de Valdevez. As investigações apontam para causas diferentes, mas ambos os casos colocaram em risco populações, habitações, animais e extensas áreas de floresta.

🌲 Incêndio em Penafiel consumiu cerca de 500 hectares

No primeiro caso, a PJ, com a colaboração do Grupo de Trabalho de Redução de Ignições – Norte Litoral, identificou e deteve dois homens, de 54 e 56 anos, indiciados pela prática de um crime de incêndio florestal ocorrido na localidade de Duas Igrejas, no concelho de Penafiel, no passado dia 27 de julho.

O incêndio destruiu cerca de 500 hectares de floresta, colocando em perigo populações, habitações e animais.

A investigação, conduzida pela Diretoria do Norte da PJ, concluiu que a ignição ocorreu durante trabalhos com maquinaria pesada numa pedreira, situada junto à mancha florestal, num dia em que vigorava risco máximo de incêndio rural.

Segundo a Polícia Judiciária, os dois trabalhadores encontravam-se a exercer funções quando o incêndio deflagrou, tendo sido um deles quem alertou de imediato o 112 ao aperceber-se da ignição.

Presentes a primeiro interrogatório judicial, os arguidos ficaram sujeitos à medida de coação de apresentações periódicas em posto policial.

🔥 Homem detido por atear fogo com um isqueiro em Arcos de Valdevez

Num outro processo, a Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, deteve um homem de 35 anos, suspeito de provocar um incêndio florestal na freguesia de Prozelo, no concelho de Arcos de Valdevez.

As diligências de investigação permitiram reunir fortes indícios de que o suspeito terá iniciado o fogo através de chama direta, utilizando um isqueiro.

O local onde o incêndio teve origem apresentava condições propícias à rápida propagação das chamas para a floresta envolvente, colocando igualmente em risco campos agrícolas e várias habitações.

A PJ refere que a ignição ocorreu num dia de temperaturas muito elevadas, entre os 37 e os 38 graus Celsius, com tempo seco e vento forte, circunstâncias que favoreceram a propagação do incêndio. Nos dias seguintes, o Governo viria a declarar a situação de alerta em todo o território continental.

Segundo a investigação, o suspeito terá agido por motivos pessoais e por gostar de assistir ao combate aos incêndios, incluindo à atuação dos meios aéreos, estando plenamente consciente do perigo que a sua conduta representava para pessoas, bens e património florestal.

O detido foi presente ao Tribunal Judicial de Arcos de Valdevez para primeiro interrogatório judicial e aplicação das respetivas medidas de coação.

⚠️ PJ alerta para o risco da utilização de maquinaria

Na sequência destes casos, a Polícia Judiciária voltou a alertar para os perigos associados à utilização de máquinas junto de áreas florestais durante períodos de risco muito elevado ou máximo de incêndio rural.

A instituição recorda que o calor ou as faíscas produzidas por este tipo de equipamentos podem desencadear incêndios de grandes dimensões e dar origem à responsabilização criminal dos seus autores.

Jornal Mira Online

Fonte: Polícia Judiciária (PJ)