04.07.2026 –
O incêndio que deflagrou na madrugada de quinta-feira, no concelho de Vouzela, continua a marcar o panorama nacional e já é considerado o maior fogo de 2026 em Portugal. Alimentadas pelas temperaturas elevadas, vento forte e baixa humidade, as chamas alastraram rapidamente para os concelhos de Oliveira de Frades, Tondela e Águeda, obrigando à mobilização de um enorme dispositivo de combate e à ativação de planos de emergência.

🚒 Águeda na linha da frente
A situação agravou-se durante a noite de quinta-feira, quando o incêndio entrou no concelho de Águeda pela freguesia de Macieira de Alcôba. A rápida propagação das chamas levou a Câmara Municipal a ativar o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, perante o avanço do fogo em várias freguesias do concelho.
Ao longo da madrugada, registaram-se diversos focos de incêndio, impulsionados por projeções provocadas pelo vento, colocando em risco habitações, empresas e áreas florestais.
Entre as zonas mais afetadas encontram-se as freguesias de Macieira de Alcôba, Préstimo, Castanheira do Vouga, Valongo do Vouga, Agadão e áreas próximas da cidade de Águeda, onde as autoridades concentraram grande parte dos meios de combate.
🌲 Um incêndio de dimensão histórica
Segundo o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS), o incêndio já consumiu mais de 12 mil hectares de floresta, mato e terrenos agrícolas, tornando-se o maior incêndio registado em Portugal durante o ano de 2026.
O perímetro do fogo ultrapassa os 50 quilómetros e a área ardida já excede a superfície do concelho de Lisboa, refletindo a dimensão excecional desta ocorrência. Cerca de 44% da área consumida corresponde a floresta, 37% a matos e aproximadamente 13% a terrenos agrícolas.
🚨 Populações protegidas e meios reforçados
A progressão do incêndio obrigou à evacuação preventiva de várias localidades nos concelhos de Tondela e Vouzela e colocou diversas aldeias sob vigilância permanente. Em Águeda, houve habitações ameaçadas, uma empresa foi atingida pelas chamas e um civil sofreu queimaduras ao tentar combater o fogo. Também vários bombeiros sofreram ferimentos ligeiros durante as operações.
No terreno chegaram a estar empenhados mais de 1.100 operacionais, apoiados por cerca de 360 veículos e vários meios aéreos nacionais e internacionais, numa operação considerada das mais exigentes deste verão.

🇵🇹 Governo pede apoio internacional
Perante a dimensão dos incêndios que afetam o país, o Governo ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos, permitindo o reforço dos meios aéreos de combate às chamas, numa decisão tomada de forma preventiva devido ao elevado risco de incêndio em praticamente todo o território continental.
📍 Situação continua crítica
As autoridades mantêm o apelo para que a população siga todas as indicações da Proteção Civil, evite deslocações para as zonas afetadas e não adote comportamentos que possam dificultar as operações de combate.
Embora o trabalho dos bombeiros tenha permitido proteger numerosas povoações, o incêndio permanece ativo e a evolução continua dependente das condições meteorológicas, que permanecem desfavoráveis.
📰 Jornal Mira Online
Fonte: Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC); RTP Notícias; Renascença; Câmara Municipal de Águeda; Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS).




O incêndio que deflagrou na madrugada de quinta-feira, no concelho de Vouzela, continua a marcar o panorama nacional e já é considerado o maior fogo de 2026 em Portugal. Alimentadas pelas temperaturas elevadas, vento forte e baixa humidade, as chamas alastraram rapidamente para os concelhos de Oliveira de Frades, Tondela e Águeda, obrigando à mobilização de um enorme dispositivo de combate e à ativação de planos de emergência.

