29.10.2025 –
Ação coordenada pelo DCIAP mobilizou mais de 100 inspetores, 14 procuradores e 3 juĆzes na regiĆ£o da Grande Lisboa. Em causa, alegadas ilegalidades em negócios com prejuĆzos para o Estado.


A PolĆcia JudiciĆ”ria (PJ), atravĆ©s da Unidade Nacional de Combate Ć Corrupção (UNCC), realizou esta quarta-feira uma megaoperação policial na zona da Grande Lisboa, no Ć¢mbito de um inquĆ©rito dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).
A investigação centra-se em suspeitas de corrupção passiva e ativa no setor privado, burla qualificada e branqueamento de capitais, relacionadas com a venda de ativos imobiliĆ”rios do Novo Banco, transaƧƵes essas que, segundo as autoridades, terĆ£o provocado avultados prejuĆzos para a instituição e para o Estado portuguĆŖs.
šļø A operação envolveu mais de 100 elementos da PolĆcia JudiciĆ”ria, 14 procuradores do MinistĆ©rio PĆŗblico, 3 juĆzes de instrução criminal e um elemento da Autoridade TributĆ”ria, num esforƧo conjunto que abrangeu dezenas de mandados de busca e apreensĆ£o, bem como pesquisas informĆ”ticas.

As diligĆŖncias decorreram em domicĆlios, instalaƧƵes bancĆ”rias, escritórios de advogados, sociedades de revisores oficiais de contas e sedes de 16 empresas comerciais.
š» A UNCC da PJ prosseguirĆ” agora com a anĆ”lise do material probatório recolhido, com o objetivo de esclarecer todas as condutas criminosas e concluir rapidamente os inquĆ©ritos em curso.
Os factos em investigação remontam a 2018 e dizem respeito a operações de venda de ativos imobiliÔrios realizadas por uma instituição bancÔria apoiada pelo Estado, através do Fundo de Resolução.
O processo permanece em segredo de justiƧa.
š Jornal Mira Online
š Fontes: PolĆcia JudiciĆ”ria (PJ) e MinistĆ©rio PĆŗblico (MP)




