🏥Estudo do SNS: mais de 860 mil pessoas perderam médico de família na última década!

25.05.2026 –

Um estudo divulgado pelo Serviço Nacional de Saúde indica que cerca de 860 mil pessoas deixaram de ter médico de família em Portugal nos últimos dez anos, revelando uma evolução preocupante no acesso aos cuidados de saúde primários.

Os dados mostram que, apesar dos esforços realizados ao longo da última década para reforçar o número de profissionais e reorganizar os serviços, o envelhecimento da população médica, as aposentações e a dificuldade em fixar clínicos em determinadas regiões continuam a ter impacto significativo na cobertura do SNS.

📊 Desigualdade entre regiões continua evidente

O estudo aponta ainda que a perda de médicos de família não ocorreu de forma homogénea no país. As zonas urbanas mais populosas e algumas regiões do interior continuam entre as mais afetadas, levando milhares de utentes a recorrer com maior frequência às urgências hospitalares ou ao setor privado.

Ao mesmo tempo, o relatório sublinha que o número de utentes sem médico atribuído tem oscilado ao longo dos anos, refletindo também entradas de novos profissionais, reorganizações locais e mudanças demográficas.

👨‍⚕️ Um desafio estrutural para o SNS

Especialistas ouvidos no âmbito do estudo defendem que a situação exige soluções estruturais e de longo prazo, nomeadamente através da valorização da carreira médica, melhoria das condições de trabalho e criação de incentivos para a fixação de profissionais em zonas com maior carência.

O médico de família continua a ser considerado uma peça central no acompanhamento regular da população, na prevenção da doença e na redução da pressão sobre os hospitais.

Apesar das dificuldades identificadas, o SNS continua a assegurar milhões de consultas de cuidados primários todos os anos, mantendo-se como a principal porta de entrada dos portugueses no sistema público de saúde.

Jornal Mira Online

Fonte: SNS – Sistema Nacional de Saúde