25.08.2026 –
Dolly Parton, uma das maiores figuras da história da música country norte-americana, morreu esta terça-feira, 25 de agosto, aos 80 anos. A morte da cantora, compositora, atriz e empresária foi confirmada pela família. A causa da morte não foi divulgada.

Nascida numa família pobre do Tennessee, Dolly Parton construiu uma carreira que atravessou quase seis décadas e ultrapassou largamente as fronteiras da música country. Escreveu cerca de 3.000 canções, vendeu mais de 100 milhões de discos e tornou-se uma das artistas norte-americanas mais reconhecidas de sempre.
💔 Uma notícia que deixa a música de luto
A família anunciou a morte da artista através das redes sociais. O sobrinho de Dolly Parton afirmou que a cantora “viveu na luz” e está agora “nos braços de Jesus”, destacando também a influência que teve sobre várias gerações de músicos e compositores.
A morte acontece meses depois do agravamento das preocupações em torno do seu estado de saúde. Em maio, Parton tinha cancelado uma série de concertos em Las Vegas, explicando que continuava a realizar tratamentos e que ainda não se sentia preparada para regressar aos palcos.
A artista tinha também perdido, em março de 2025, o marido, Carl Dean, com quem esteve casada durante quase seis décadas.

🎤 De uma infância pobre para o mundo
Dolly Rebecca Parton nasceu a 19 de janeiro de 1946, em Sevierville, no Tennessee, numa família numerosa e de poucos recursos.
A música apareceu muito cedo na sua vida. Ainda criança começou a cantar e a escrever canções, revelando uma capacidade que acabaria por transformar uma infância marcada pela pobreza numa das carreiras mais extraordinárias da indústria musical norte-americana.
Aos 13 anos, subiu ao palco do Grand Ole Opry e, depois de terminar o ensino secundário, mudou-se para Nashville, cidade considerada a capital da música country.
Em 1967, começou a ganhar projeção nacional através do programa de televisão de Porter Wagoner, que ajudou a levar a sua voz a milhões de norte-americanos.
❤️ “Jolene” e uma coleção de clássicos
Ao longo da carreira, Dolly Parton escreveu algumas das canções mais reconhecidas da música popular.
“Jolene”, “Coat of Many Colors”, “9 to 5” e “I Will Always Love You” tornaram-se parte da memória musical de várias gerações.
“I Will Always Love You”, escrita por Parton e originalmente lançada na década de 1970, ganhou uma dimensão mundial quando Whitney Houston a interpretou para o filme O Guarda-Costas, em 1992.
A obra de Parton ultrapassou, assim, o universo country e chegou ao topo das tabelas pop, enquanto a sua capacidade como compositora fez com que as suas canções fossem interpretadas por artistas de diferentes géneros e gerações.
A cantora lançou dezenas de álbuns ao longo da carreira, conquistou 10 Grammys e tornou-se uma das mulheres mais bem-sucedidas da história da música country.
👑 Mais do que uma imagem
A peruca loura, as roupas exuberantes, a maquilhagem e o sentido de humor tornaram-se marcas inseparáveis de Dolly Parton.
Mas por trás da imagem extravagante estava uma artista com uma extraordinária capacidade para escrever sobre amor, perda, pobreza, família e esperança.
“Nada sobre mim é real, mas vem tudo do coração.”
A frase ajudava a explicar uma mulher que nunca teve medo de brincar com a própria imagem, ao mesmo tempo que defendia ferozmente o seu talento e a sua independência.
Dolly Parton transformou aquilo que muitos poderiam considerar uma caricatura numa poderosa ferramenta de identidade artística e empresarial.
🌟 Uma carreira muito para além da música
A artista também construiu uma importante carreira como atriz, participando em filmes como 9 to 5 e Steel Magnolias.
Foi ainda empresária e filantropa. Criou o parque temático Dollywood, no Tennessee, e desenvolveu a Imagination Library, um programa dedicado à promoção da leitura infantil que nasceu da sua própria história familiar e se expandiu para milhões de crianças.
Em 2025, recebeu também o Jean Hersholt Humanitarian Award, distinção da Academia de Hollywood pelo seu trabalho humanitário.
A sua influência chegou muito além da música. Dolly Parton tornou-se uma figura transversal da cultura norte-americana, admirada pela capacidade de se reinventar, pelo humor e pelo trabalho filantrópico.
🎶 Um legado que não morre
Dolly Parton saiu de uma pequena casa nas montanhas do Tennessee e chegou ao topo de uma indústria dominada durante décadas por homens.
Escreveu milhares de canções, vendeu mais de 100 milhões de discos e deixou músicas que continuarão a ser cantadas muito depois da sua morte.
Mas talvez a melhor forma de medir o seu legado seja perceber que Dolly Parton nunca precisou de deixar de ser a menina pobre do Tennessee para se tornar uma estrela mundial.
Levou essa menina consigo até ao fim.
E foi precisamente essa capacidade de transformar as próprias raízes em música, esperança e identidade que fez de Dolly Parton uma artista única.
A rainha da música country morreu aos 80 anos. Mas as suas canções — essas — ficam.
Jornal Mira Online
Fonte: Reuters / Associated Press
Imagem licenciável: Itoldya





