20.08.2026 –
A Manifesta 17 Coimbra 2028 vai centrar parte do seu trabalho na valorização da Baixa, da Alta e da Rua da Sofia, procurando articular a realização da bienal de arte contemporânea com a regeneração urbana e o envolvimento da comunidade local.

A definição destas prioridades surge na sequência de uma reunião realizada nos Paços do Concelho, entre a Câmara Municipal de Coimbra, a Universidade de Coimbra, o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) e a International Foundation Manifesta. O encontro teve como objetivo consolidar a parceria para a realização da bienal em 2028 e definir as linhas de trabalho até à sua concretização.
🤝 Cooperação entre quatro entidades
A reunião contou com a presença da presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, do vice-reitor da Universidade de Coimbra, Delfim Leão, dos diretores do CAPC, Carlos Antunes e Desirée Pedro, e dos representantes da International Foundation Manifesta Emilia van Lynden, Caroline Stanners, Kathleen Gertrud Ferrier e Ton Tuinier.
De acordo com a autarquia, foram aprofundados o modelo de cooperação entre as quatro entidades, a estrutura organizativa e o planeamento do trabalho a desenvolver até 2028.
A articulação institucional, o envolvimento dos agentes locais e o impacto a longo prazo da bienal na cidade estiveram entre os principais temas abordados.
🏙️ Cultura ligada à regeneração urbana
A Câmara Municipal de Coimbra considera a Manifesta 17 uma oportunidade para reforçar a política municipal de regeneração urbana, com particular atenção à Baixa, Alta e Rua da Sofia.
O projeto pretende ir além da realização de uma bienal de arte contemporânea, através de um processo de trabalho desenvolvido com a cidade e que articule cultura, conhecimento, património, espaço público e participação cívica.
A organização pretende também iniciar desde já um trabalho de proximidade com a população e os diferentes agentes locais.
Entre os grupos identificados estão cidadãos, comerciantes, moradores, associações culturais, instituições de solidariedade social e outras entidades do concelho. Segundo a autarquia, esse envolvimento é considerado importante para que o projeto tenha impacto e possa deixar um legado para além de 2028.

🌍 Um projeto com continuidade para além da bienal
A Manifesta 17 deverá procurar reforçar a relação entre cultura, conhecimento e espaço público, ao mesmo tempo que contribui para a projeção internacional de Coimbra.
A Câmara Municipal refere ainda que o projeto conta com o apoio do Governo português, enquadrando-o na valorização internacional da cultura nacional, do território e das redes europeias de criação e cooperação.
A edição de Coimbra está a ser preparada para deixar um legado que ultrapasse o período de realização da bienal, através da capacitação dos intervenientes locais e da criação de novas formas de cooperação.
🎭 Manifesta chega a Coimbra em 2028
A Manifesta é uma bienal europeia nómada criada no início da década de 1990 e realizada de dois em dois anos numa cidade ou região diferente.
A edição de Coimbra terá uma dimensão colaborativa com o Anozero — Bienal de Coimbra, organizado pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, estando previsto um processo de investigação, estudo urbano e participação ao longo do período de preparação.
A Manifesta 17 Coimbra × Anozero terá início em 2028 e terá como um dos seus pontos de partida a relação entre o desenvolvimento urbano, cívico, cultural e ecológico da Rua da Sofia e da Baixa de Coimbra.
Jornal Mira Online
Fonte: Câmara Municipal de Coimbra





