10.08.2026 –
A presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, alertou para a necessidade urgente de uma renovação geracional na gestão da floresta, defendendo que é fundamental criar condições para que os mais jovens encarem a atividade florestal como uma oportunidade económica, social e ambiental.

A posição foi assumida durante a sessão de abertura do seminário “Juntos, fazemos [a] floresta”, promovido pela OFA – Organização Florestal Atlantis, com o apoio da Navigator, do Município de Cantanhede e da INOVA-EM, integrado na programação da 34.ª Expofacic.

🌱 Jovens são fundamentais para o futuro
Helena Teodósio mostrou-se apreensiva perante o envelhecimento dos proprietários florestais e a reduzida atratividade da atividade junto das novas gerações.
Se não houver uma renovação geracional, se não se criarem condições para que os jovens vejam na floresta uma atividade económica viável, socialmente reconhecida e ambientalmente nobre, estaremos a condenar o nosso património florestal ao abandono”, alertou.
A autarca defendeu ainda que os desafios relacionados com a floresta exigem uma resposta conjunta, envolvendo proprietários, entidades públicas, organizações e restantes agentes do setor.
Segundo Helena Teodósio, é necessário construir uma visão de futuro que consiga conciliar sustentabilidade ambiental, racionalidade económica e coesão territorial, valorizando o produtor florestal e incentivando uma gestão mais ativa do território.

🤝 “Trabalho conjunto” é essencial
Também presente na iniciativa, o secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, destacou a preocupação demonstrada pelo Município de Cantanhede com a proteção e valorização da floresta.
“É preciso garantir que a floresta cria rendimento para, desta forma, organizarmos a paisagem”, afirmou o governante, apelando igualmente ao trabalho conjunto entre todos os intervenientes.
Rui Ladeira sublinhou ainda a responsabilidade coletiva na preparação do futuro dos ecossistemas florestais, defendendo que produção, proteção e valorização devem caminhar lado a lado.

🌲 Minifúndio e gestão colaborativa em debate
O seminário colocou em discussão vários dos principais desafios que se colocam à floresta portuguesa, particularmente num território marcado pelo minifúndio.
Entre os temas abordados estiveram a biodiversidade e gestão do território, a gestão colaborativa como caminho para a sustentabilidade, experiências de gestão conjunta e cooperação no terreno e, ainda, uma questão central para o futuro: “Quem vai gerir a floresta nos próximos 20 anos… e depois?”
A discussão reforçou a importância de encontrar novas formas de gestão e cooperação que permitam manter a floresta produtiva, cuidada e valorizada, garantindo a sua sustentabilidade para as próximas gerações.
Fonte: Município de Cantanhede
Jornal Mira Online





